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Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, alerta a
população para os cuidados que devem ter para evitar a proliferação do mosquito
palha transmissor da leishmaniose. A equipe da Saúde trabalha para reduzir o
número de casos, que vêm caindo ano a ano. Em 2016, foram confirmados quatro
casos de leishmaniose visceral, com uma morte de um homem ocorrida esta semana.
Outro caso de morte está em investigação.
Edgar Prates, coordenador do Departamento de Saúde Coletiva,
explica que é necessário que se faça o manejo ambiental dos quintais para
combater a proliferação do mosquito palha. Esse tipo de mosquito põe os ovos
em locais úmidos, com matéria orgânica, como em frutas caídas das árvores, por
isso, é fundamental a poda de árvores e o recolhimento das frutas que caem,
destaca.
Outro alerta é para que as pessoas procurem o médico caso
apareçam sintomas da doença, como febre alta e emagrecimento. A leishmaniose
visceral ataca os órgãos internos, especialmente, fígado e baço, causando
inchaço. Aos primeiros sintomas é necessário procurar auxílio médico, mesmo
porque a leishmaniose visceral pode ser confundida com outras doenças, como
malária, tuberculose, toxoplasmose e leucemia, ressalta Edgar.
Nos últimos anos, segundo Edgar, os casos de leishmaniose
visceral vêm diminuindo no Município, o que é resultado do trabalho
desenvolvido pela Saúde, de prevenção à proliferação do mosquito transmissor.
Em 2013 foram confirmados 13 casos de leishmaniose visceral. Número que
diminuiu em 2014, com 11 casos e em 2015 (10 casos). Trabalhamos para reduzir
o número de casos e isso vem ocorrendo. Há poucos anos o número de casos
superavam 50 em um ano, conta Edgar.
Além do homem, o cão também é vítima da leishmaniose. O
cachorro pode ter a doença, mas só o mosquito é o transmissor. Então, a forma
de prevenção é o combate ao mosquito palha com o manejo adequado dos
terrenos, reforça Edgar.
Investigação
Apesar de confirmado que um homem morreu com leishmaniose
visceral, a equipe da Vigilância Epidemiológica continua as investigações para
saber se haviam outras comorbidades juntas da leishmaniose e que podem ter
corroborado para causar a morte do paciente.