O diretor-geral do Serviço de Saneamento Ambiental
de Rondonópolis (Sanear), Themis Oliveira, assinou o contrato com a empresa
vencedora do processo de licitação para construção de dois super-poços que
vão garantir cerca de 1milhão e 50 litros/hora à rede de abastecimento de água
do município.
O Sanear aguarda apenas a liberação da Caixa
Econômica Federal (CEF) para dar início à obra orçada em R$ 2.498 milhões,
recursos oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Um dos
poços será perfurado no antigo aeroporto e outro em uma área próxima à
Universidade Federal de Mato Grosso, com expectativa de produção de 700 mil
litros/h e 350 mil litros/hora, respectivamente.
Outra medida que incrementa o sistema de captação,
tratamento e distribuição de água de Rondonópolis, e deve acabar com os
rodízios no atendimento à população, é a iniciativa do prefeito Percival Muniz
em construir mais quatro poços artesianos, porém, com recursos próprios.
Um deles será inaugurado no próximo mês e vai
contemplar a região da Vila Operária com a produção de mais 100 mil litros por
hora, juntamente com o reservatório com capacidade para 2,6 milhões de litros
de água. A obra fica na Vila Mariana.
Para a construção dos outros três poços, os
contratos também foram assinados essa semana. O investimento total será de R$
670 mil, e os poços serão perfurados nos bairros Santa Marta, Parque
Universitário e Jardim Atlântico.
Segundo o diretor-geral do Sanear, as medidas
visam pôr fim ao déficit de produção de água que se arrasta há oito anos em
Rondonópolis, sendo que alguns bairros ficavam até 48 horas sem abastecimento.
Em setembro, o prefeito chegou a decretar situação de emergência devido a
redução dos níveis de água nos reservatórios do município, especialmente do Rio
Vermelho. A medida foi adotada por meio do decreto nº 7.083, de 25 de setembro
de 2013.