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CASOS DE MICROCEFALIA

Rondonópolis se destaca pelo investimento em estrutura de atendimento às gestantes e recém-nascidos

CORACY LIMA // Gabinete de Comunicação Social

10/03/16 às 15:44

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ASSUMINDO- Rondonópolis é exemplo de trabalho municipalizado no atendimento às gestantes e aos bebês com zika vírus‏ | Matusalem Teixeira

O município de Rondonópolis se destaca entre as cidades brasileiras pelo investimento da administração local em estrutura de atendimento às gestantes e aos recém-nascidos com suspeita de microcefalia. O avanço da gestão neste sentido foi reconhecido no Workshop do A, B, C, D, E do Zika Vírus que foi realizado pela Fiocruz em Pernambuco e reuniu representantes das diversas cidades brasileiras e de outros países, nos dias 1º e 2 de março, em Recife (PE). O fluxo do suporte conta com ambulatórios e atendimento especializado.

Edgar Prates gerente do Departamento de Saúde Coletiva representou Rondonópolis no evento e avalia que a resposta sobre a possível relação do zika vírus com a microcefalia depende da série de pesquisas científicas que estão sendo desenvolvidas no Brasil e no mundo para entender a doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti e a relação com outros males. Ele apresentou a estrutura de atendimento da cidade no workshop que teve a cooperação internacional de pesquisadores dos Estados Unidos, da Escócia, do Reino Unido e da Colômbia.

O gestor compara que outros Estados e cidades brasileiras com estrutura de atendimento adequada contam com investimento de instituições de pesquisa e universidades. Em Rondonópolis, a administração aplicou recursos próprios para oferecer todo suporte de atendimento às gestantes e recém-nascidos. Além disso, até agora vem arcando com as despesas de exames necessários para o diagnóstico que devem ser oferecidos pelo Governo do Estado. Nossa preocupação maior é que até agora o Estado não assumiu os exames, fala.

A expectativa de Edgar Prates, que recebeu muitas informações novas sobre o zika vírus e a microcefalia no evento internacional, é que as respostas para todas as questões relacionadas venham com a conclusão das pesquisas em andamento. Ele conta que o debate promovido por representantes das universidades federais do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia, junto com a Fiocruz e o Instituto Evandro Chagas revelou que o zika vírus no Brasil tem a linhagem asiática e pode ser transmitido também pelo pernilongo comum.

Os casos de zika vírus e microcefalia, comenta Edgar, resultaram no alerta de emergência em saúde pública feito nos últimos 70 anos. O último foi pela incidência de febre amarela que também é transmitida pelo mosquito. Na opinião do gestor, o importante agora é fazer a busca ativa de casos, manter a vigilância constante e oferecer todo o suporte necessário para o acompanhamento de gestantes e recém-nascidos com suspeita da doença.

Lizziane Campos e Silva enfermeira responsável pelo agravo do zika vírus em Rondonópolis revela que até agora foram registradas 84 crianças com suspeita de microcefalia que foram expostas ao zika vírus. Deste total, 14 foram confirmadas com infecção congênita e alterações neurológicas no exame de tomografia. Outros 42 bebês estão à espera do exame de imagem que deve ser oferecido pelo Governo do Estado.

Das 14 crianças com diagnóstico estão sendo feitas investigações para saber se existem alguns casos de microcefalia. A resposta depende do resultado do exame de sorologia que vai ser apresentado pelos laboratórios de referência do Brasil que são Adolfo Ruter de São Paulo e Evandro Chagas do Pará. Enquanto isso, a prefeitura já oferece toda a estrutura necessária para o acompanhamento. Além do ambulatório para recém-nascidos junto ao SAE e o de atendimento das grávidas nas dependências do Ceadas, os pacientes contam com o atendimento do Centro de Reabilitação Nilmo Júnior.

 

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