Em
entrevista coletiva, realizada na manhã desta terça-feira (15), a secretária
Municipal de Saúde, Marildes Ferreira, acompanhada do infectologista, Erlon
Cortez, do gerente do Departamento de Atenção à Saúde, Edgar Prates e da
enfermeira-chefe de Imunização, Noeny Pereira, esclareceram que Rondonópolis
apresenta cinco casos de síndrome respiratória aguda. Os pacientes quatro
homens e uma mulher estão internados. Quatro deles estão no Hospital Regional
da cidade e um permanece no box de emergência do Pronto Atendimento PA
aguardando regulação.
Marildes explicou que foram coletadas amostras de secreção nasal
dos pacientes para exames para identificar a causa da síndrome respiratória
aguda. Os exames foram enviados para laboratório de referência nacional,
podendo ser o Adolfo Lutz ou Evandro Chagas. A equipe ainda aguarda o resultado
dos exames, que não têm prazo para serem finalizados.
O infectologista Erlon Cortez destacou que os pacientes estão
recebendo todo o suporte médico necessário o que demonstra a qualidade da saúde
local. Temos medicação suficiente e estamos trabalhando com a parte de
prevenção para doenças como a H1N1, o que faz parte do cronograma médico, o que
não quer dizer que os pacientes tenham a doença. São várias as possibilidades que
podem levar a uma síndrome respiratória aguda e o H1N1 é apenas uma delas,
reforçou.
Cortez afirmou ainda que o PA tem todas as condições de atender
aos pacientes com a síndrome respiratória aguda. Não se pode gerar alarde. No
PA temos os boxes de emergência onde os pacientes podem ficar até serem
regulados até os hospitais terciários como o Regional ou Santa Casa, além disso
temos medicamentos necessários à disposição, bem como equipe médica preparada,
disse.
Ainda conforme o infectologista não se pode descartar outros
tipos de doenças e a medicação para a H1N1 é utilizada nos pacientes mais
vulneráveis como forma de prevenção. Isso é prevenção, mesmo porque podemos
estar tratando de pneumonias e outras doenças bacterianas, além de uma gripe
forte, informou.
Segundo Edgar Prates, todas as providências quanto à notificação
ao Escritório Regional já foram tomadas pela Vigilância Epidemiológica e os
dados devem ser inseridos no Centro de Informações Estratégicas Cies.
Estamos trabalhando sem omissões em nenhuma situação e isto se faz como forma
de prevenção em saúde pública, explicou.
Prevenção
O infectologista explicou que a melhor forma de prevenção contra
a gripe se dá com os cuidados básicos com a higiene. Passar álcool gel nas mãos
é uma opção, além de evitar aglomerações de pessoas. A vacinação para os grupos
de risco também é apontada pelo médico como essencial no combate à gripe.
Vacinação
A vacinação contra a gripe, que também imuniza contra o vírus
H1N1, tem início no dia 30 de abril em todas as unidades de saúde do município.
A meta é vacinar todos os grupos de risco.