Após
movimento das mulheres do Movimento Sem-terra MST em Rondonópolis em frente à
Prefeitura, as coordenadoras foram atendidas, nesta terça-feira (8), pelos
secretários municipais de Agricultura e Pecuária, Renato Mendes Vieira e de
Habitação e Urbanismo, Roberto Carlos Correa de Carvalho, e pelos vereadores
Mauro Campos e Roni Magnani. A coordenadora do movimento, Lucineia Freitas,
apresentou uma carta de reivindicações que foi prontamente recebida.
Os representantes do Executivo e do Legislativo explicaram às
lideranças do MST que irão buscar um entendimento judicial (caso seja permitido
pela Justiça) para resolver a questão dos R$ 127 mil de investimentos que o
movimento fez em uma área do município.
A área, que estava doada ao MST, passou por um processo de
reintegração de posse promovido pelo Ministério Público do Estado e determinado
pela Justiça. A base da determinação é de que áreas do município somente podem
ser doadas ou vendidas para serem utilizadas para bens públicos, jamais para
fins de interesses privados.
O secretário Municipal de Agricultura e Pecuária deixou claro
que a área foi reintegrada por uma ordem Judicial em respeito às leis vigentes.
Mas que não há nenhum interesse da atual administração em prejudicar o
movimento. Por isso devemos buscar um entendimento diante da Justiça quanto ao
ressarcimento do que foi investido na área, destacou.
Lucineia Freitas afirmou que aceita a proposta de um
entendimento quanto ao ressarcimento por meio de um entendimento junto à
Justiça. O que nós queremos é resolver essa questão da área, afirmou.
Roberto Carlos lembrou que na ocasião da reintegração de posse
da área em questão a Prefeitura disponibilizou caminhões para a mudança.