Neste sábado (25), a equipe do Programa de
Hanseníase e Tuberculose do Departamento de Ações Programáticas da Secretaria
Municipal de Saúde, em parceria com a DAHW Associação Alemã de Assistência
aos Hansenianos e Tuberculosos, e acadêmicos dos cursos de Enfermagem da UFMT e
Unic, encerra a programação alusiva ao Dia Mundial de Combate à Hanseníase
desenvolvido no último domingo do mês de janeiro de cada ano, sendo que o
programa tem continuidade na Rede Básica de Saúde, como normalmente
ocorre.
A programação vem sendo desenvolvida desde a
segunda-feira (20) em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e objetiva
atingir o maior número de pessoas, através da intensificação dos exames de
casos suspeitos e o repasse das informações aos usuários dos serviços, sobre os
principais sinais e sintomas da doença. Fechando a programação, a equipe e os
parceiros realizarão um mutirão de exames de pele e orientações na Praça
Brasil, das 08hs às 14hs, sendo que os casos suspeitos serão encaminhados para
consulta médica e respectivo acompanhamento e tratamento pela UBS de origem.
A magnitude do problema da hanseníase em nossa
região, nos dá a certeza de que o combate a esta doença deve ser ampliado por
todos os setores da sociedade, disse o técnico do programa, Lourenço Ribeiro
da Cruz Neto.
Rondonópolis é referência para toda a Região Sul
de Mato Grosso também no tratamento dessa doença, sendo que o programa local
atende pacientes de 18 municípios. Desde 1954, quando foi instituído pelo francês
Raoul Follereau o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, são realizadas ações em
mais de 130 países, com a finalidade de chamar a atenção para a problemática
dessa doença.
A doença
A Hanseníase é uma doença infecciosa que atinge a
pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz.
O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo. Pode variar de
02 a até mais de 10 anos. A hanseníase pode causar deformidades físicas, que
podem ser evitadas com o diagnóstico no início da doença e o tratamento
imediato.
Os sinais e sintomas são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade; área de pele seca e com falta de suor; área da pele com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; área da pele com perda ou ausência de sensibilidade; sensação de formigamento ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber; dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés; diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos; úlceras de pernas e pés; nódulos (caroços) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos; mal estar geral; e emagrecimento. Locais com maior predisposição para o surgimento das manchas: mãos, pés, face, costas, nádegas e pernas, são locais com maior predisposição para o surgimento das manchas, podendo se manifestar sem manchas.
A transmissão se dá por meio de uma pessoa doente
que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar - MB) e que, estando
sem tratamento, elimina o bacilo por meio das vias respiratórias (secreções
nasais, tosses, espirros), podendo assim infectar outras pessoas suscetíveis.
Ao iniciar o tratamento de cura definitiva, o paciente deixa de transmitir a
doença, não necessitando ser afastada do trabalho, nem do convívio familiar.