Com vários chefes de departamentos e outros multiplicadores com extensa lista de formação e especializados em HIV, Sífilis e Hepatite B e C, as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, por meio do Escritório Regional, se juntaram para capacitar outros 64 profissionais locais, a maioria enfermeiros, para aplicar na rotina diária das unidades de Estratégia de Saúde da Família – ESFs, e em outros centros de saúde a excelência na detecção e no tratamento com o público recém-diagnosticado com as doenças. As aulas começaram segunda-feira (9) e terminaram nesta quarta-feira (11).
A enfermeira Cristina Pereira da Silva, da Gerência do Programa de Saúde do Município, explicou passo a passo como foi montada a metodologia de formação dos profissionais. “Durante toda a segunda-feira (9) e meio período da terça (10) realizamos aulas teóricas. A partir da tarde do segundo dia dividimos a formação em duas frentes: o aconselhamento e o teste rápido em si. Todos os profissionais passaram pelas duas oficinas e agora serão novos multiplicadores de informações nas unidades onde trabalham”, ressaltou.
Cristina falou sobre a importância do profissional que trabalha com este público de saber executar não só a questão técnica, mas também a psicológica. “No aconselhamento, são repassadas técnicas onde o enfermeiro vai saber de uma maneira mais humana informar o resultado positivo de uma HIV, por exemplo, de modo a não impactar tanto o paciente. Temos ainda a parte educativa, que normalmente usamos com os jovens em palestras e a própria convivência com a pessoa em tratamento. Na parte prática, todos os participantes do curso executam um no outro os testes rápidos, onde são  sanadas todas as dúvidas referentes ao manuseio dos materiais”, finaliza.
Ao todo, os 64 profissionais sairão certificados em 24 horas de formação teórica e prática. De acordo com a assistente social do Escritório Regional, Sônia Regina, a preocupação com a DST é uma constância entre Estado e Município. “Enfermeiros que atuam em Rondonópolis já participaram de cursos em São Paulo e em outros grandes centros com especialistas no assunto. A ideia é ir criando gradativamente profissionais muito capacitados no assunto também em nossa cidade”, disse Sônia.