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RESPEITO

Pacientes e familiares falam em Centro de Nefrologia transformado

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

06/12/13 às 16:21

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Recentemente passou também por uma modernização da estrutura física com a mudança de 17 poltronas | Matusalem Teixeira

A exigência de máxima humanização de atendimento, proposta pelo prefeito Percival Muniz a todos os profissionais envolvidos na saúde pública municipal, tem surtido efeitos positivos e imediatos em várias unidades locais. Talvez um dos exemplos mais bem sucedidos deste processo de mudança ocorreu no Centro de Nefrologia, que recentemente passou também por uma modernização da estrutura física com a mudança de 17 poltronas usadas na hemodiálise de pacientes rondonopolitanos e de outros, vindos das 18 cidades da região Sul do Estado. Nesta sexta-feira (6), os pacientes José Nilo dos Santos e Eli Gomes da Silva, mãe de uma jovem com problemas renais, atestaram: O Centro de Nefrologia mudou e para melhor.

A coordenadora do Centro, Lara Regina Luz, orgulha-se do fato de gerir a única unidade em nível municipal reconhecida pelo Ministério da Saúde como 100% SUS. Hoje temos 70 profissionais que atendem 99 pacientes que vêm três vezes por semana e, por isso, estabelecemos uma relação muito próxima com os pacientes e com a própria família. O pedido do prefeito se transformou em um curso de capacitação, onde ressaltamos a todos os profissionais sobre a importância do apoio psicológico ao público que atendemos. Na parte de gestão, hoje contamos com uma equipe multidisciplinar, que aportada de um psicólogo, enfermeiro, nutricionista, assistente social e vários outros profissionais vai até a casa do paciente, fazendo com que nosso trabalho não se resuma aqui, explica Lara.

As visitações têm como principal objetivo estreitar os laços com os familiares que são agentes fundamentais no processo de tornar o tratamento menos doloroso e mais eficaz ao paciente. O nosso diálogo vai desde ressaltar a melhor alimentação, até a prevenção da insuficiência renal que é promovida por meio de práticas saudáveis na vida familiar. Com este trabalho se tornando mais abrangente, teremos cada vez mais resultados satisfatórios,explica Lara. O trabalho deu tão certo, conforme avalia a coordenadora, que cidades vizinhas já requisitaram a visita de profissionais rondonopolitanos para uma troca de informações em eventos com enfermeiros e médicos atuantes em outras unidades de Saúde da região.

Sobre as novas melhorias do aspecto físico, a coordenadora afirma que após a troca das poltronas, coisa que não ocorria há mais de 10 anos, o processo de modernização também já deve atingir a aparelhagem do Centro. Já adquirimos um multiparâmetro, um cardioversor e um oxímetro de pulso neste ano para a sala de emergência. Inclusive, se um paciente passar mal durante a hemodiálise terá com certeza um médico à disposição 24 horas por dia. Além disso, nossa maior novidade fica por conta da conquista de 25 máquinas novas para hemodiálise, que devem chegar ainda este ano, falou. Só para as poltronas, foram gastos R$ 54.300,00 do convênio municipal com o Governo Federal.

Quanto a uma Van para ficar à disposição somente do Centro de Nefrologia para transportar pacientes e familiares e a construção de um espaço para abrigar os acompanhantes, a coordenadora explica que são sonhos nem tão distantes assim. Temos um projeto pronto de criar uma sala onde o acompanhante poderá, por exemplo, produzir artesanato enquanto aguarda o paciente fazer a hemodiálise. Cada sessão dura quatro horas e isto é feito três vezes por semana, ou seja, pode-se fazer muita coisa neste período. Quanto a Van ou ambulância, estamos mantendo contato com a Secretaria de Saúde, frisou. O secretário adjunto da pasta, Audimar Rocha, estava no Centro nesta sexta (06) e salientou que em breve o veículo deve chegar à unidade.

Há um ano fazendo hemodiálise na Nefrologia Municipal, o rondonopolitano de 46 anos, José Nili, contou que nos últimos meses tem notado uma mudança considerável no espaço. Melhorou muito e vemos isto. O tratamento que temos aqui é realmente de muito carinho, assegurou. Já a mãe da paciente, Ludmilia Pereira Silva, de 22 anos, Eli Gomes, comentou que torce para que Lara e os outros diretores do Centro consigam a Van que estão requisitando. A prefeitura já faz o transporte, mas seria muito bom que viesse uma ambulância só para cá. Eu e minha filha já estamos vindo aqui faz dois anos e este ano a equipe é maravilhosa. São muito atenciosos com a gente, concluiu.

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