Desde o começo de junho funcionando em uma nova
sede - no Bairro Novo Horizonte, às margens da BR 364, o Centro de Reabilitação
Nilmo Júnior atingiu números evolutivos que o colocam como a unidade de saúde
do Município que talvez tenha mais expandido seus serviços. De uma demanda de
800 atendimentos no mês - máximo registrado na antiga sede, na Avenida
Tiradentes - o centro passou a realizar 2 mil procedimentos a cada 30 dias, o
que ajudou a alcançar em novembro a classificação de CER 2 (Centro
Especializado de Reabilitação) no Ministério da Saúde e garantir uma verba de custeio
de R$ 148 mil mensal.
A coordenadora do Nilmo Júnior, Darla Piato,
comenta que as novas acomodações possibilitaram o reforço dos recursos humanos
do centro. Passamos de um total de 19 para 31 profissionais, entre
fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais,
enfermeiros e assistentes sociais, ressaltou. Já para o próximo ano, com a
nova classificação de CER 2, Darla informa que haverão outros especialistas
reforçando o amparo ao paciente. O CER 2 nos dá uma exigência ortopédica e
intelectual. Vamos ter então em 2014 possivelmente um psiquiatra e um ortopedista,
mas não iremos parar por aí. Nossa meta é já para o próximo ano conseguir
evoluir a CER 3, onde passaríamos a disponibilizar a otorrinolaringologia,
disse.
É esperada também para 2014 a visita de técnicos
do Ministério da Saúde para uma vistoria nos trabalhos realizados no Centro de
Reabilitação. Segundo Darla, este é um dos últimos passos para a viabilização
de uma conquista extremamente esperada no setor, a viabilização de um prédio
próprio. Já temos o projeto, terreno arrumado e todas as questões burocráticas
já encaminhadas. Se liberado pelo Governo Federal, o recurso que nos chegaria
seria de R$ 3,5 milhões para a nova sede e mais R$ 1,5 milhões só para equipamentos,
detalhou a coordenadora.
Em 2013, os pacientes do Nilmo Júnior foram contemplados
com tablados novos, materiais de fisioterapia renovados e equipamentos
revisados nos 34 espaços existentes na unidade do Novo Horizonte. Segundo
Darla, o ano também será lembrado com a retomada das visitas domiciliares, o
que possibilitou uma aproximação maior dos problemas inerentes a cada caso
específico. A ida até o domicílio não só possibilita um contato e preparo da
família por nossos profissionais como um conhecimento maior sobre o ambiente
que vive aquela pessoa. Temos muitos casos de vítimas de acidentes de trânsito,
que é talvez nosso maior público de atendimento, que têm direitos no INSS e
outros recursos e nós auxiliamos até isso através de nossos assistentes
sociais, frisou.
Apesar de ampliar o atendimento profissional e em
estrutura, a mudança de sede e o distanciamento do centro da cidade ocasionou a
necessidade de um transporte mais longínquo dos pacientes. No entanto, a
novidade para este assunto é a vinda de uma van fixa para levar e trazer
pacientes para as sessões de reabilitação, que podem ser até duas vezes por
semana. Este veículo veio através do Programa Viver Sem Limites do Governo
Federal do qual nós somos a porta de entrada na cidade. Este programa trabalha
com a integralidade de apoio ao paciente nos eixos saúde, moradia,
educacional e social. Claro que não poderemos trazer e levar todos os
pacientes. Fizemos uma triagem e inicialmente vamos atender os cadeirantes,
identificados em critério socioeconômicos pela nossa assistência social,
esclareceu.
Segundo a coordenação, a van deve começar a atuar
em janeiro e tem capacidade para transportar cinco pessoas e até três cadeiras
de rodas. O veículo é adaptado com elevador e todos os requisitos de
acessibilidade exigidos por lei.
Paciente do Nilmo Júnior desde a antiga sede,
Arenita Pires Santos, comentou outra vertente de destaque do atendimento que
recebe no centro, a humanização cobrada pelo prefeito Percival Muniz em todas
as unidades de saúde do Município. Todas elas (enfermeiras, fisioterapeutas,
psicólogas...) são muito carinhosas, ajudam a gente com muita atenção. Fico
tranquila aqui, testemunha.