Abriu hoje e segue até a quinta-feira, dia 17 de maio, a exposição sobre a vida e obra de Cândido Mariano da Silva Rondon, o Patrono das Comunicações no Brasil. O museu Rosa Bororo oferece ao público fotos, recortes de jornais, equipamentos e até parte do fio da linha do correio telegráfico instalado em uma fazenda em Cuiabá, tudo gratuito.
O local fica aberto das 8 às 17 horas de segunda a sexta-feira, na área central da cidade, em frente a Praça Brasil.
O assistente do Museu, João Barros dos Santos, lembra que a mostra é em comemoração ao aniversário de Marechal Rondon. Segundo João, dia 5 de maio, Rondon completaria 147 anos de idade.
Ele é considerado um dos cinco principais desbravadores do mundo. E é graças a ele, por exemplo, que nos dias de hoje falamos no celular. É maravilhoso ver o desenvolvimento e ao mesmo tempo poder homenagear o responsável pelo início disso tudo, disse.
HISTÓRIA
Em 1889, Rondon participou da construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá, assumindo a chefia do distrito telegráfico de Mato Grosso, e foi nomeado professor de Astronomia e Mecânica da Escola Militar, cargo do qual se afastou em 1892. Entre 1900 e 1906 dirigiu a construção de mais uma linha telegráfica, entre Cuiabá e Corumbá, alcançando as fronteiras do Paraguai e da Bolívia. Começou a construir a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira, em 1907, sua obra mais importante. A comissão do Marechal foi a primeira a alcançar a região amazônica.
Nesta mesma época estava sendo feita a ferrovia Madeira-Mamoré, que junto com a telegráfica de Rondon ajudaram a ocupar a região do atual estado de Rondônia. Rondon fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e linguísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas.
Por sua contribuição ao conhecimento científico, recebeu várias homenagens e muitas condecorações de instituições científicas do Brasil e do exterior. Foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPI), criado em 1910.
Entre 1919 e 1925, foi diretor de Engenharia do Exército e, após sucessivas promoções, chegou a general-de-divisão. Em 1930, solicitou sua passagem para a reserva do Exército. Nos anos 40 virou presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), cargo em que permaneceu por vários anos. Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de marechal.
E no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos.
PATRONO DAS COMUNICAÇÕES
Museu Rosa Bororo lembra a vida de Marechal Rondon
Emili Archer - Ascom/Prefeitura
02/05/12 às 16:37