A Secretaria Municipal de Saúde
está realizando nesta terça e quarta-feira (25 e 26) um treinamento com
representantes de unidades de saúde, órgãos públicos, hospitais, entidades
assistenciais, polícias, conselhos e também das Secretarias Municipais de
Educação e de Promoção e Assistência Social para que seja retomado no município
o protocolo de atendimento às vítimas de violência.
De acordo com a chefe do
departamento de Ações Programáticas, Mariúva Valentin, todos os profissionais
que trabalham ligados de alguma forma com pessoas que foram vítimas de
violência doméstica, sexual ou de outra natureza estão recebendo o treinamento.
Durante os dois dias estão sendo transmitidas informações sobre qual
procedimento de atendimento, quais os tipos de violência e o perfil dos
agressores, com a participação do representante da Promotoria Especializada de
Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Somente nos primeiros seis meses
desse ano, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 34 casos de violência. Em
2016, foram atendidas na rede municipal de saúde 204 pessoas que sofreram algum
tipo de violência.
Com esse treinamento, os
profissionais estarão capacitados para atender às vítimas conforme determina o
Ministério da Saúde e integrar todas as unidades em uma rede, fazendo cumprir
os atendimentos conforme cada caso. Uma vítima de violência sexual, por
exemplo, deve obter um tratamento específico em 72 horas após a agressão, passando
pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo atendido no Ambulatório Viva,
que fica no bairro Monte Líbano.
O diferencial dessa rede é a
agilidade no atendimento, assim cada unidade integrante da rede fica de portas
abertas para receber essas vítimas em momentos delicados como esses, comentou
a secretária municipal de saúde, Izalba de Albuquerque.
Esse protocolo determina também o
fluxograma de atendimento quando o caso é oriundo das unidades de saúde,
conselhos, delegacias, escolas, e também especifica o tipo de atendimento
quando a vítima é uma criança.