Os
moradores de mais oito bairros da região da Vila Operária já estão autorizados
a interligarem seus imóveis à rede coletora de esgoto: Jardim Nilmara, Vila
Verde, Jardim Marajó, Vila Itamaraty, Vila União, Vila Mariana, Jardim Reis e
parte do Jardim Progresso.
A prefeitura de Rondonópolis, por
meio do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis Sanear, já está
entregando aos moradores destes bairros a autorização para utilizar a rede
que passa em frente as suas casas. Ao todo, estão autorizadas a
serem feitas mais 1.750 ligações e cerca de sete mil pessoas serão
beneficiadas.
O diretor de manutenção do Sanear,
Alessandro Brandão, explica que com a conclusão, no início de abril, do coletor
de 300 milímetros, com aproximadamente de 1,2 quilômetros, na região do Jardim
Progresso, o Sanear iniciou o processo de liberação das redes dos bairros
da região que dependiam dele para ter viabilidade.
Já que este coletor tem a função de
transportar o esgoto coletado nos bairros adjacentes até a elevatória do Lajeadinho,
inaugurada no ano passado; de onde, será bombeado para chegar até a Estação de
Tratamento de Esgoto, que fica no início da Rodovia do Peixe.
Segundo Alessandro, a conclusão do
coletor beneficiará em torno de 16 bairros e contribui para o avanço do sistema
de coleta e tratamento de esgoto da cidade, que saltou de 26% no início de 2013
para os atuais 75%. Alessandro destaca que nos últimos três anos o Sanear, por
determinação do prefeito Percival Muniz, vem investindo e trabalhando para
fazer as obras necessárias para cidade ampliar os índices de cobertura.
Uma destas obras é o coletor da
região do Progresso, esperado há mais de cinco anos pela população, pois vinha
sofrendo com extravasamento constante em vários pontos de esgoto proveniente de
ligações clandestinas nas redes, que, infelizmente, foram feitas, mas sem as
obras necessárias para dar-lhes viabilidade, como coletor e elevatória.
Duas etapas
O processo de interligação foi
dividido em duas etapas, conta o diretor de manutenção do Sanear. Na primeira,
com cerca 2.100 ligações e cerca de oito mil pessoas beneficiadas, foram
atendidos: Conjunto São José I e II, Jardim Eldorado, Jardim Mirassol, Jardim
Santa Fé, Jardim Copacabana, Vila Nova e parte alta do Jardim Tropical, que
ainda estava descoberta com a coleta de esgoto.
Estes bairros, que estão recebendo
a autorização nesta segunda etapa, dependiam de algumas adequações na rede
existente e obras complementares de interligações ao coletor da região do
Progresso, concluídas na semana passada, ressalta Brandão.
Prazo
O diretor administrativo e
financeiro do Sanear, José Claudio Melo, explica que a partir do recebimento da
notificação do Sanear, autorizando o morador a ligar seu esgoto doméstico à
rede que passa em frente a sua casa, existe um prazo de 30 dias para fazer a
interligação. Se o morador não cumprir esse prazo, a cobrança será lançada
automaticamente na conta de água, adverte.
Esta cobrança, segundo ele, está
amparada na Lei Federal 11.445 que estabelece as diretrizes nacionais para o
saneamento básico e para a política federal de saneamento. No caso é de
90% sobre o consumo de água, assinala, lembrando, ainda, que a interligação
à rede é de responsabilidade do dono do imóvel.
Conexão
Ao receber a autorização do Sanear,
o morador já pode fazer a conexão com a rede. É importante lembrar que, uma
vez ligado à rede de esgoto, a fossa deve ser desativada, diz Alessandro.
Alerta ainda para
necessidade de se fazer corretamente a conexão na rede, seguindo a orientação
técnica feita no comunicado de autorização. As ligações executadas
corretamente evitam aborrecimentos para os proprietários dos imóveis; eliminam
riscos ambientais e impedem transtornos futuros para a comunidade, ressalta.
Ele destaca que a rede implantada é
projetada para recolher apenas o esgoto doméstico, ou seja, dejetos da pia de
cozinha, lavanderia e banheiro. Qualquer outro descarte, como água de chuva,
ocasiona entupimentos e o retorno do esgoto para as residências dos usuários.
Extravasamento ocorre quando
as ligações de esgoto e de água pluvial não são feitas de forma separada. A
rede coletora não foi projetada para receber carga de água de chuva, explica o
diretor de manutenção do Sanear.