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CHUVAS

Ministério da Saúde adota nova classificação de casos de dengue

Maria Estela Boranga- GCS

03/01/14 às 08:16

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Divulgação

A partir deste mês de janeiro, o Ministério da Saúde passa a adotar a nova classificação de casos de dengue, revisada pela OMS- Organização Mundial de Saúde. As modificações passam a classificar os casos como dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave.

            Segundo a Gerente de Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Rondonópolis, Maria Auxiliadora Satélis Taques, mesmo com nova classificação os casos continuam com as seguintes observações: casos suspeitos - Pessoas que vivam ou tenham viajado nos últimos 14 dias, para área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti, que apresentam febre, usualmente entre 02 e 07 dias, e apresentem duas ou mais das seguintes manifestações: náusea ou vômitos; erupção cutânea, geralmente avermelhada; dores musculares e nas articulações; dor de cabeça; dor no fundo dos olhos; manchas avermelhadas na pele; e redução dos glóbulos brancos do sangue. Também pode ser considerado caso suspeito, toda criança proveniente ou residente em área com transmissão de dengue, com quadro febril agudo, usualmente entre 02 a 07 dias, e sem foco de infecção aparente, alerta ela.

            Nos casos suspeitos de dengue com sinais de alarme, no período de efervescência da febre a pessoa apresenta dor abdominal intensa e contínua, ou dor à apalpação do abdômen; vômitos persistentes; acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdico); sangramento de mucosas; letargia ou irritabilidade; hipotensão postural (lipotímia); hepatomegalia maior do que 2 cm; e aumento progressivo do hematócrito. Já os casos suspeitos de dengue grave, apresentam um ou mais dos seguintes resultados: choque devido ao extravasamento grave de plasma evidenciado por taquicardia; extremidades frias e tempo de enchimento capilar igual ou maior a três segundos; pulso débil ou indetectável; pressão diferencial convergente ≤ 20 mm Hg; hipotensão arterial em fase tardia; acumulação de líquidos com insuficiência respiratória; sangramento grave do sistema nervoso central; e comprometimento grave de órgãos tais como: dano hepático importante, sistema nervoso central (alteracão da consciência), coração (miocardite) ou outros órgãos.

Com as modificações a Vigilância Epidemiológica realizará treinamento para os profissionais de saúde da Rede Municipal, para que não haja dúvidas sobre o preenchimento da nova ficha de notificação.

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