A partir deste mês
de janeiro, o Ministério da Saúde passa a adotar a nova classificação de casos
de dengue, revisada pela OMS- Organização Mundial de Saúde. As modificações
passam a classificar os casos como dengue, dengue com sinais de alarme e dengue
grave.
Segundo a Gerente de Divisão
de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Rondonópolis, Maria
Auxiliadora Satélis Taques, mesmo com nova classificação os casos continuam com
as seguintes observações: casos suspeitos - Pessoas que
vivam ou tenham viajado nos últimos 14 dias, para área onde esteja ocorrendo
transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti, que
apresentam febre, usualmente entre 02 e 07 dias, e apresentem duas ou mais das
seguintes manifestações: náusea ou vômitos; erupção cutânea, geralmente
avermelhada; dores musculares e nas articulações; dor de cabeça; dor no fundo
dos olhos; manchas avermelhadas na pele; e redução dos glóbulos brancos do
sangue. Também pode ser considerado caso suspeito, toda criança proveniente ou
residente em área com transmissão de dengue, com quadro febril agudo,
usualmente entre 02 a 07 dias, e sem foco de infecção aparente, alerta ela.
Nos casos suspeitos de dengue com
sinais de alarme, no período de
efervescência da febre a pessoa apresenta dor abdominal intensa e
contínua, ou dor à apalpação do abdômen; vômitos persistentes; acumulação de
líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdico); sangramento de mucosas; letargia
ou irritabilidade; hipotensão postural (lipotímia); hepatomegalia maior do que
2 cm; e aumento progressivo do hematócrito. Já os casos suspeitos de dengue grave, apresentam um ou mais dos seguintes
resultados: choque devido ao extravasamento
grave de plasma evidenciado por taquicardia; extremidades frias e tempo de
enchimento capilar igual ou maior a três segundos; pulso débil ou indetectável;
pressão diferencial convergente ≤ 20 mm Hg; hipotensão arterial em fase tardia;
acumulação de líquidos com insuficiência respiratória; sangramento grave do
sistema nervoso central; e comprometimento
grave de órgãos tais como: dano hepático importante, sistema nervoso
central (alteracão da consciência), coração (miocardite) ou outros órgãos.
Com as
modificações a Vigilância Epidemiológica realizará treinamento para os
profissionais de saúde da Rede Municipal, para que não haja dúvidas sobre o
preenchimento da nova ficha de notificação.