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SAÚDE NA ESCOLA

Meta da campanha de hanseníase e de combate à verminose é atingir 100% dos alunos entre 5 e 14 anos

Patrícia Casali/ Gabinete de Comunicação Social

27/05/14 às 12:53

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A reunião com os diretores da rede municipal de ensino aconteceu na manhã desta terça no auditório da Secretaria de Saúde | Assessoria

A meta da Campanha de Hanseníase, Geo-helmintíase e Tracoma do Programa de Saúde da Escola em Rondonópolis é atingir 100% dos alunos de cinco a 14 anos com aplicação de albendazol, medicamento de combate à verminose e sondagem de hanseníase. 

A campanha ainda não tem data para acontecer, mas as equipes de técnicos do programa estão se reunindo com os diretores de escolas da rede municipal de ensino para discutirem o assunto e definirem as ações a como será feita a abordagem nas escolas. A reunião com os diretores aconteceu na manhã desta terça-feira (27), no auditório da Secretaria Municipal de Saúde. 

A proposta é planejar a campanha para que atinja o maior número possível de alunos e não haja resistência para a aplicação do vermífugo. Já que a dose do medicamento albendazol só pode ser ministrada com autorização dos pais e são muitas as crianças, o programa definiu que no caso do pai não autorizar que o filho tome o remédio, deverá preencher um termo de desistência em que se responsabiliza pela não aplicação da dose. 

No caso da hanseníase, o trabalho será feito por etapas. Como há registro de casos em alunos - nos anos de 2012, sete casos; e em 2013, 13 casos -, as crianças receberão uma ficha de autoimagem, que serão levadas aos pais. São eles (pais) que farão a busca por manchas suspeitas nos filhos e informarão a equipe de saúde.

As fichas serão devolvidas à escola com identificação da escola e do aluno e em caso suspeito o pai terá que autorizar um exame feito por profissionais. Este exame será feito na escola e, em caso de comprovação de manchas da doença, a equipe do Programa Saúde da Família PSF, da região visitará a família e fará o acompanhamento da criança e de todos que residirem com ela. 

Segundo a enfermeira do Programa de Hanseníase do Município, Camila Reinas, se a criança tiver hanseníase haverá mais caso na família.  Os diretores solicitaram atenção e cautela no trabalho das equipes de saúde devida a discriminação de crianças com problemas de pele, assim com também, de profissionais que trabalham nas escolas. 

A hanseníase é uma doença contagiosa, transmitida pelas vias respiratórias através do ar e provoca manchas de pele com alteração de sensibilidade. A doença tem cura, mas precisa de tratamento e acompanhamento adequados. 

A terceira doença abordada pela campanha que será realizada em nível nacional, a tracoma, não terá ação no município devido à ausência de casos notificados.

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