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AUMENTO DA OFERTA

Mais Peixe deve gerar 50 toneladas de carne no mercado

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

16/06/14 às 15:02

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Uma nova alternativa de produção e renda para o pequeno produtor rural‏ | Assessoria

O Programa ‘Mais Peixe’, implantado nos assentamentos e comunidades rurais de Rondonópolis pela Promotoria Municipal de Agricultura, nesta gestão, deve introduzir no mercado cerca de 50 toneladas de peixe já no início de 2015. A estimativa foi feita pelo chefe do setor, Renato Mendes, em meio a uma nova perfuração de tanque no Assentamento São Francisco, nesta segunda-feira (16).

Com o aumento do produto no mercado e uma natural redução dos preços ao consumidor final, a proposta agora passa a ser de aculturamento da população a consumir o alimento, na visão de Renato. Ele explica que várias são as frentes de incentivo que podem ser fomentadas, de maneira a aproveitar esta nova característica produtiva local.

“São inúmeros os benefícios nutricionais de colocarmos o peixe como alimento rotineiro em nossas casas, além de ser um prato extremamente saboroso. Sem contar que agora esta opção saudável está sendo produzida aqui na cidade, o que vai garantir um produto fresco na mão do rondonopolitano”, avaliou o promotor.

Desde o início de 2013 até os dias atuais, a Promotoria de Agricultura já viabilizou gratuitamente a instalação de cerca de 80 tanques instalados em áreas de pequenos produtores nos assentamentos Primavera, São Francisco, Boa Vista e Esperança, além de atender também famílias nas comunidades rurais do Bajara e Marajá. Renato afirma que foram soltos mais de 25 mil alevinos, e que o ‘Mais Peixe’ está só no começo.

“Para perfurar os tanques temos uma parceria com a Coder e estamos nos desdobrando para atender todos os pedidos. Temos mais de 300 solicitações  que ainda vamos atender, mas só pelo que já tem de peixe crescendo hoje dá para garantir pelo menos 50 toneladas de pescado para o mercado local e da região Sul, já para o ano que vem”, projetou, detalhando que dentre as principais espécies do projeto estão a tambatinga e o tambacú.

Apesar de estar à disposição da agricultura familiar, o investimento na piscicultura na área privada depende de condições técnicas. “Quando há o pedido nós vamos à área, fazemos um estudo do solo e da disponibilidade de água naquele local para só depois definir se existe viabilidade daquele terreno para a atividade. As características da área devem ser preservadas, sempre, as vistorias de nossos técnicos agropecuários e agrônomos seguem também na pós instalação”,disse Renato.

A expectativa de renda para as famílias pela produção de cada tanque é de R$ 1.500,00 por mês.

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