Mais tranquilidade, mais facilidade e mais segurança na
prevenção de doenças graves nas crianças nascidas prematuras de Rondonópolis e
região Sul do Estado. Esta é a conquista das famílias que agora podem medicar
os bebês na cidade polo da região. As mães que até o ano passado precisavam se
deslocar para a capital do Estado em busca da dose de palivizumabe comemoram o fato de poder tratar
as crianças perto de casa, graças à iniciativa da equipe da Secretaria
Municipal de Saúde que ofertou as primeiras doses da medicação na terça-feira
(15).
Priscila Ângela de Paula, moradora do Jardim Primavera, avalia
que agora ficou muito mais fácil ministrar a medicação no filho Arthur de Paula
Amâncio, de 10 meses, que nasceu no tempo normal, mas com uma cardiopatia
identificada como sopro no coração. Por isso, precisa se prevenir contra a
doença causada pelo Vírus Sincicial Respiratório. Ela conta que o bebê tomou a
primeira dose da medicação em Cuiabá e agora vai dar continuidade ao tratamento
na cidade. É muito difícil ir para lá com uma criança. Não temos onde ficar,
em Cuiabá, comenta.
Rosidelma Aparecida de Souza Lidini que mora na cidade de Alto
Garças conseguiu encurtar o caminho na viagem para medicar a pequena Lauane
Vitória Borges Souza, de 9 meses. A menina nasceu com 27 semanas e 4 dias de
gestação e precisa receber a medicação. É mais fácil para nós virmos a
Rondonópolis, calcula. A pequena Clara Dallabrida Prado Barrionuevo, de 1 ano,
que tomou a primeira dose em Campo Grande (MS) e outras três em Cuiabá
conseguiu concluir a etapa de cinco doses na cidade onde mora. A mãe Rafaela
Dallabrida considera o benefício perto de casa uma coisa fantástica.
Para facilitar a vida dessas famílias, a secretária Marildes
Ferreira solicitou ao Governo do Estado a capacitação de profissionais do
Hospital Municipal da Criança para administrar o remédio nos pacientes locais.
Foram capacitadas a médica pediatra Thelma Gomes e as enfermeiras Camila Naiara
Rodrigues (diretora do Hospital da Criança) e Cláudia Vandevel. Essa equipe
atendeu o primeiro grupo de crianças prematuras com a dose da medicação nesta
terça (15). Um segundo grupo de bebês vai ser medicado no dia 29.
Thelma Gomes explica que os bebês prematuros com idade
gestacional menor ou igual a 28 semanas e as crianças com até dois anos e
doença pulmonar crônica da prematuridade ou cardiopatia congênita com
repercussão hemodinâmica demonstrada, devem receber cinco doses da medicação,
sendo uma por mês, no período de março a julho. Época do ano que é mais
propícia às doenças respiratórias.
Noeny Sousa enfermeira responsável pela imunização trabalhou
junto com a equipe treinada do Hospital da Criança Wilma Bohac Francisco - o PA
Infantil - para administrar a medicação nos primeiros bebês atendidos em
Rondonópolis. Cada criança precisa ser pesada e passar pela avaliação dos
batimentos cardíacos e temperatura antes de receber a medicação que é dosada de
acordo com o peso do bebê.