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SAÚDE DA CRIANÇA

Mães comemoram a chance de medicar os filhos prematuros com palivizumabe na cidade

CORACY LIMA // Gabinete de Comunicação Social

16/03/16 às 13:00

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FACILIDADE- bebês prematuros não precisam ser levados a Cuiabá para tratamento específico. estrutura do Hospital Infantil atende as necessidades&#8207 | Matusalem Teixeira

Mais tranquilidade, mais facilidade e mais segurança na prevenção de doenças graves nas crianças nascidas prematuras de Rondonópolis e região Sul do Estado. Esta é a conquista das famílias que agora podem medicar os bebês na cidade polo da região. As mães que até o ano passado precisavam se deslocar para a capital do Estado em busca da dose de palivizumabe comemoram o fato de poder tratar as crianças perto de casa, graças à iniciativa da equipe da Secretaria Municipal de Saúde que ofertou as primeiras doses da medicação na terça-feira (15).

 

Priscila Ângela de Paula, moradora do Jardim Primavera, avalia que agora ficou muito mais fácil ministrar a medicação no filho Arthur de Paula Amâncio, de 10 meses, que nasceu no tempo normal, mas com uma cardiopatia identificada como sopro no coração. Por isso, precisa se prevenir contra a doença causada pelo Vírus Sincicial Respiratório. Ela conta que o bebê tomou a primeira dose da medicação em Cuiabá e agora vai dar continuidade ao tratamento na cidade. É muito difícil ir para lá com uma criança. Não temos onde ficar, em Cuiabá, comenta.

 

Rosidelma Aparecida de Souza Lidini que mora na cidade de Alto Garças conseguiu encurtar o caminho na viagem para medicar a pequena Lauane Vitória Borges Souza, de 9 meses. A menina nasceu com 27 semanas e 4 dias de gestação e precisa receber a medicação. É mais fácil para nós virmos a Rondonópolis, calcula. A pequena Clara Dallabrida Prado Barrionuevo, de 1 ano, que tomou a primeira dose em Campo Grande (MS) e outras três em Cuiabá conseguiu concluir a etapa de cinco doses na cidade onde mora. A mãe Rafaela Dallabrida considera o benefício perto de casa uma coisa fantástica.

 

Para facilitar a vida dessas famílias, a secretária Marildes Ferreira solicitou ao Governo do Estado a capacitação de profissionais do Hospital Municipal da Criança para administrar o remédio nos pacientes locais. Foram capacitadas a médica pediatra Thelma Gomes e as enfermeiras Camila Naiara Rodrigues (diretora do Hospital da Criança) e Cláudia Vandevel. Essa equipe atendeu o primeiro grupo de crianças prematuras com a dose da medicação nesta terça (15). Um segundo grupo de bebês vai ser medicado no dia 29.

 

Thelma Gomes explica que os bebês prematuros com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas e as crianças com até dois anos e doença pulmonar crônica da prematuridade ou cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada, devem receber cinco doses da medicação, sendo uma por mês, no período de março a julho. Época do ano que é mais propícia às doenças respiratórias.

 

Noeny Sousa enfermeira responsável pela imunização trabalhou junto com a equipe treinada do Hospital da Criança Wilma Bohac Francisco - o PA Infantil - para administrar a medicação nos primeiros bebês atendidos em Rondonópolis. Cada criança precisa ser pesada e passar pela avaliação dos batimentos cardíacos e temperatura antes de receber a medicação que é dosada de acordo com o peso do bebê.

 

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