A
Secretaria Municipal de Saúde alerta que está com quantidade reduzida de soro
antiofídico. O problema está no repasse das doses pelo Ministério da Saúde e
ocorre em todo o Brasil. No início desta semana, a cidade chegou a ficar sem
nenhuma dose, mas o secretário Municipal de Saúde, Israel Paniago, notificou o
Escritório Regional de Saúde sobre a situação e conseguiu obter 30 doses do
Estado de Mato Grosso, mais três doses do Hospital Regional de Rondonópolis e
outras sete de Jataí (GO).
Apesar de termos conseguido algumas doses do soro antiofídico,
continuamos em alerta, pois não é o suficiente, já que um único paciente que
sofre um acidente com uma serpente necessita de, em média, dez ampolas de
soro, explica o secretário.
Os problemas no repasse, conforme o Ministério da Saúde, foram
ocasionados, pois o laboratório que fabrica o soro antiofídico no Brasil
Instituto Butatã - passou por reformas de readequação de qualidade. A
expectativa, segundo informa o Governo Federal, é que a situação somente se
regularize no segundo semestre deste ano.
Quando um paciente chega ao Pronto Atendimento PA com uma
picada de serpente e não há o soro antiofídico disponível, a equipe da Saúde
aciona imediatamente a Rede Nacional, por meio da qual é possível identificar
em quais cidades mais próximas o soro ainda está disponível e promover a
solicitação. Agimos sempre de forma rápida para evitar que o pior aconteça com
o paciente, mas o alerta é constante, ressalta Israel.
A quantidade de acidentes com serpentes em 2016 também é
alarmante. De acordo com o chefe do Departamento de Saúde Coletiva, Edgar Prates,
se em 2015, foram registrados 32 casos de picadas de jararaca, somente nestes
primeiros meses de 2016, já ocorreram 25 casos.
Prevenção
A Secretaria Municipal de Saúde solicita à população de
Rondonópolis que adote alguns cuidados, principalmente, quando estiverem em
áreas de maior incidência de serpentes, como quando estão a trabalho ou lazer
em matas, pescarias e cachoeiras.
A orientação é utilizar botas e calças e para quem está
trabalhando nas áreas de maior incidência a adoção de luvas de couro também é
recomendada.