Estudo comparativo realizado entre os 13 itens que mais
comprometem os recursos da merenda escolar apontou que a diferença de preços
entre o que é praticado nas escolas atualmente, pelo do registro de preços da
Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e o que foi levantado pelas notas
fiscais apresentadas pelas escolas referentes a compras realizadas no mês de
novembro, pagos com a 9ª parcela, foi de R$ 0,49. O que comprova que as escolas
não estão tendo prejuízo financeiro com a nova modalidade de compra.
Na lista, estão os produtos mais consumidos nas escolas ou
mais caros, como arroz, feijão, açúcar, alho, macarrão, coxa e sobrecoxa, carne
moída, iogurte, milho para canjica, pão francês, polpa de fruta, leite
pasteurizado e farinha de trigo. O estudo também revelou que as escolas gastam
80% dos recursos em mercados pequenos e somente 20% em atacadistas, que
oferecem preços menores.
Através do registro de preços da Secretaria Estadual de
Educação as escolas podem adquirir 93 tipos de produtos para a merenda escolar.
Todos com preços tabelados por dois anos, com início em maio. A adesão à ata da
Seduc foi a forma encontrada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) de
cumprir a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sem prejudicar o
abastecimento das despensas das escolas.
A compra através do registro de preços da Seduc entrou em
vigor em dezembro e será temporário, até que o município faça a sua licitação
também por registro de preços. O que deverá ocorrer até o próximo mês de abril.
Até novembro do ano passado, o destino da verba da merenda
escolar era definido pelo diretor que podia comprar onde desejasse. Já o
registro de preços aponta o preço pago pelo produto e onde deverá ser comprado
cada item elencado no rol de produtos.