Combater a prática inadequada de empresas e donas-de-casa de despejarem água servida sobre a malha asfáltica nas ruas de Rondonópolis, além de despertar em toda comunidade o amor pela cidade. Esta é a meta do secretário de Meio Ambiente do Município - Semma, Lindomar Alves, que iniciou no mês de março a operação de fiscalização neste sentido. Os casos identificados pela equipe de fiscais que percorreu as principais vias de diversos bairros resultaram em notificações, multas e até interdição.
Lindomar conta que começou a ação no Distrito Fabrício Vetorasso, onde notificou algumas empresas que soltavam água da lavagem de carretas na Avenida dos Transportes principal via daquele setor. O secretário explica que o acúmulo de água em determinado ponto e sob o atrito de pneus dos veículos que circulam por ali, abriu crateras profundas. Os funcionários das empresas reclamam da prefeitura sem observar que as atividades trabalhistas deles são as causadoras do problema, conta.
Algumas empresas foram punidas com aplicação de multas e interdição. Nesses casos, o procedimento foi encaminhado à Justiça. Segundo o secretário, essas empresas corrigiram as irregularidades com a instalação do sistema de tratamento da água e construção de canaletas. Elas (as empresas) não estão mais jogando água no asfalto, afirma. Os fiscais da Semma notificaram quase uma dezena de empresas naquele distrito.
A equipe atuou em seguida na região da Vila Goulart, onde notificou várias empresas do ramo de lava-jato que jogavam água servida sobre o asfalto das ruas Presidente Prudente e Santos Dumont, que iam estourar a pavimentação da Rua Francisco Goulart. A consequência foi a abertura de um enorme buraco naquela via. O secretário disse ter solicitado a adequação de todas as empresas e calcula que o problema foi reduzido em cerca de 90%.
Outra ação desenvolvida no bairro foi no sentido de coibir a prática das donas-de-casa que lavam calçadas internas e externas diariamente e jogam água servida nas ruas. O trabalho geral resultou em 15 notificações, três multas e interdições, entre residências e empresas. A operação foi intensificada também na Vila Aurora e o prejuízo causado pela água servida foi localizado em esquinas nas proximidades da Avenida Lions Internacional. Empresas do bairro foram notificadas para cessar o lançamento de água sobre o asfalto e fazer as adequações necessárias num prazo de 15 dias.
Canos quebrados
Os fiscais percorreram ainda a Avenida Goiânia, Conjunto São José, Jardim Guanabara, alto da Rua Fernando Corrêa da Costa no sentido do antigo aeroporto e a Rua Alagoas na região Salmen. Lindomar esclarece que os casos de canos de água e de esgoto quebrados, identificados pelos fiscais foram fotografados e notificados em ofícios ao Serviço de Saneamento Ambiental Sanear para que sejam reparados.
Outro fator apontado pelo secretário como responsável pela poluição que prejudica a saúde da comunidade e provoca danos ao patrimônio público é a água resultante da limpeza de piscinas. Essa água é solta nas ruas e destrói o asfalto. A água acumulada nos buracos exala mau cheiro e prejudica a saúde pública. Os moradores devem demonstrar mais amor pela cidade com o fim dessas práticas erradas, alerta.
Calçadas
Lindomar Alves defende a necessidade de se criar mecanismos para disciplinar a prática de lavar as calçadas diariamente. O excesso de limpeza, argumenta o secretário, resulta no desperdício de água tratada que é jogada sobre o asfalto. A consequência é o surgimento de muitos buracos nas ruas. O que leva o Poder Público a gastar muitos recursos com as constantes operações de tapa-buracos.
É preciso elaborar uma normatização para orientar a população neste sentido. Nossa ideia é lançar uma carta dirigida que pode servir de instrumento de advertência. Esse é um problema grave para a infraestrutura e a saúde pública da cidade. Alguma coisa precisa ser feita com relação à lavagem de calçadas , orienta.