Promover saúde, bem-estar e mais
qualidade de vida para as mulheres à disposição da Justiça na Cadeia Pública de
Rondonópolis. Esta é a meta da equipe da Secretaria de Saúde do Município que
realizou uma ação especial de exames preventivos nesta segunda-feira (13),
dentro daquela unidade. As 107 reeducandas foram beneficiadas com testes
rápidos de HIV e coleta do preventivo de colo uterino. Lenir Gavilan técnica
do Programa de Saúde Prisional explica que a determinação da secretária
Marildes Ferreira é para garantir atendimento prioritário a todas elas desde
começo do ano.
A ação é desenvolvida pelas equipes das unidades do
Programa de Saúde da Família PSF Jardim Atlântico e Jardim Europa. Lenir
Gavilan anuncia que o teste rápido de HIV vai ser repetido 30 dias depois. Os
casos confirmados são encaminhados para o Sistema de Atendimento Especializado
que deve desenvolver o tratamento das mulheres com Aids. Os casos de exames
preventivos que também apresentarem resultado positivo vão ser tratados dentro
da própria unidade.
Noraney da Silva diretora da cadeia pública avalia que as ações desenvolvidas pela equipe da Saúde resultam num clima de mais tranquilidade dentro da unidade. Ela conta que a iniciativa já identificou doenças como câncer e assegurou tratamentos e até cirurgias para retirada de útero. Essa ação é muito importante para todas elas. É a garantia de mais saúde e melhor expectativa de vida para cada mulher, observa.
A diretora conta que o atendimento de saúde dentro das unidades prisionais é uma exigência do Ministério da Justiça e já se tornou uma reivindicação constante das reeducandas. O sistema percebe que surgem milhares de cobranças em todas as unidades. Se uma delas tem algum problema as outras exigem atendimento, comenta.
Abraçar a causa
Lenir Gavilan afirma que a administração municipal
mantém uma série de ações de saúde preventiva e atendimento médico às mulheres
dentro daquela unidade e cobra mais comprometimento do Governo do Estado com a
causa, inclusive a oferta de medicamentos. Nós da prefeitura temos feito tudo
que é necessário para promover a saúde dessas mulheres. Mas, o governo também
precisa abraçar essa causa, alerta.
Noraney da Silva antecipa que o governo vai contratar um
médico ginecologista para atender as reeducandas da cadeia pública, além de um
clínico geral, um psiquiatra e um ortopedista para atender a Penitenciária da
Mata Grande. O salário de R$ 6.490,00 é para 30 horas semanais. Os
profissionais interessados devem apresentar os documentos naquela unidade.