A partir de outubro as empresas de caçamba de Rondonópolis terão seis meses para se adequar as novas regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O prazo foi estipulado em reunião realizada nesta segunda-feira (18) no Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), com autoridades públicas e empresários do ramo.
Na audiência presidida pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio do
promotor Marcelo Vacchiano, ficou definido que nos próximos 12 dias o Sanear
estaria recebendo todo resíduo levado pelas caçambas no antigo lixão, desde que
as empresas tivessem realizado cadastro prévio na Secretaria Municipal do Meio
Ambiental (Semma). E a partir do dia 1º de outubro até abril de 2018, os
empresários teriam autorização para descarregar apenas entulhos de obras e
podas de árvores.
Em paralelo a nova adaptação do município de Rondonópolis para a destinação
correta de resíduos sólidos, a Semma, através da prefeitura, está em fase de
compra de um triturador de galhos para ser disponibilizado para que toda poda
de árvore se torne material direcionado para reaproveitamento.
Com a presença de aproximadamente 20 empresários do ramo de caçamba; do diretor
técnico do Sanear, Hermes Ávila; o secretário do Meio Ambiental, João Fernando;
o presidente da Câmara dos Vereadores, Rodrigo da Zaeli e os vereadores Fábio
Cardoso e Jailton do Pesque Pague; o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi
assinado.
Nas próximas semanas, todos os representantes estarão montando um projeto para
que após o fechamento definitivo do Lixão, sejam definidas formas corretas para
destinação do resto das obras recolhidas pelas caçambas.
De acordo com o diretor técnico do Sanear, Hermes Ávila, assim como foi montada
à cooperativa dos catadores, a organização das empresas de caçamba será mais
uma ação para conseguir fazer com que Rondonópolis cumpra Política Nacional de
Resíduos Sólidos.
Essa é uma fase de transição entre fechar o lixão e se adequar ao novo aterro.
E precisamos que todos trabalhem em conjunto para que não tenhamos problema de
lixo pela cidade, e os empresários continuem trabalhando como antes, disse
Hermes Ávila.