top
Início do conteúdo

FISCALIZAÇÃO

Empresários multados por ação do Procon já haviam sido alertados

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

03/12/13 às 17:24

None
Produto apreendido na "Operação Supermercados" realizado pelo Procon, em Novembro | Matusalem Teixeira

Os cerca de 580 produtos apreendidos em fiscalização do Procon de Rondonópolis e os mais de R$ 40 mil aplicados em multas a oito dos maiores supermercados da cidade neste mês de novembro, foram frutos de uma ação anunciada pelo órgão de fiscalização. O coordenador do Procon local, Juca Lemos, disse nesta terça-feira, 03, que há 40 dias convocou os maiores supermercadistas do município e em uma reunião na sede do Sindicato do Comércio Varejista, anunciou que a ação aconteceria. Respaldado pelo Ministério Público, Juca ainda lembra que o trabalho foi reforçado por fiscais da Superintendência Estadual de Defesa do Consumidor, o Procon de Mato Grosso, que foram em outros nove estabelecimentos.

Constatado que todos os grandes mercados de Rondonópolis possuíam produtos vencidos, avariados ou deteriorados em suas prateleiras, o coordenador do Procon afirma que a situação é preocupante. É um crime contra a saúde pública. Um biscoito ou um iogurte vencido pode gerar uma infecção gravíssima, sobretudo se for ingerido por uma criança ou um idoso.  Apesar do alerta, Juca reforçou a importância do consumidor estar sendo o principal fiscal do Procon. Recolhemos uma parcela muito pequena do que aquele mercado pode realmente ter de problema. Em um só estabelecimento podem ser mais de 40 mil itens e não temos tanta gente assim para ver produto por produto. Os olhos do Procon é o próprio consumidor, resumiu.

Para conseguir realizar uma denúncia e ter rápida resposta na solução, o consumidor deve entrar em contato com o Procon munido de informações sobre o caso, podendo para isso ligar no telefone 3411-5295 e registrar sua reclamação. A pessoa tem de nos dizer no mínimo de qual produto se trata, não dizer apenas o nome do mercado senão dificulta muito, pediu Juca. O coordenador ainda esclareceu que uma antiga prática, até mesmo sugerida pelo próprio consumidor, deve ser abolida. Esta história de negociar um preço mais baixo do produto por causa de uma lata amassada não deve existir. Isto também pode significar um risco a quem está adquirindo, alertou.

 Os produtos apreendidos foram levados para o aterro municipal ainda nesta terça-feira. Segundo salientou Juca, a fiscalização continuará, até mesmo porque não foram apenas itens sem condições de consumo encontrados, mas uma série de outras desconformidades legais.

Os estabelecimentos foram multados também porque muitos deles não tinham afixado no ambiente o nome, endereço e telefone do Órgão Público de Proteção Defesa do Consumidor, como a lei preconiza; ainda constatamos produtos com preços divergentes entre  o que está na gôndola e o que é lido digitalmente pelo código de barras no caixa; falta de equipamentos de leitura ótica para consulta prévia do consumidor; venda de artefatos explosivos sem a liberação do Corpo de Bombeiros; apenas o recebimento em dinheiro para recargas de celular, enquanto a loja possuía a opção de pagamento em cartões de créditos para outros produtos e mais algumas irregularidades, pontuou Juca.

Além da multa, o coordenador do Procon cobrou adequação imediata dos responsáveis quando esta se faz necessária e já anunciou novas visitas da fiscalização em breve para a averiguação das mudanças.

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência de navegação dos usuários. Ao continuar a navegar neste site, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Chat EVA - Assistente Virtual