Representantes
da Superintendência de Política de Igualdade Racial da Secretaria de Estado de
Justiça e Direitos Humanos, do Movimento Negro de Rondonópolis e de religiões
de matrizes africanas estiveram reunidos com o secretário Municipal de Governo,
Fabrício Correa, nesta sexta-feira (8), para solicitar a criação do Conselho
Municipal de Promoção de Políticas de Igualdade Racial.
Segundo Fabrício, o município irá estruturar o Conselho ligado à
Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social. Vamos trabalhar este
ano para criar o Conselho Municipal que só vai contribuir para a melhoria da
sociedade rondonopolitana e será a garantia dos diretos da população negra,
disse.
Conforme o superintendente de Políticas de Igualdade Racial do
Estado, Antônio Santana Silva, o Conselho, que é deliberativo e consultivo,
abre espaço para financiamentos de projetos voltados para a igualdade racial,
como por exemplo, ações que resguardem a cultura das religiões de matriz
africana.
Para a mameto de Inkisse, Maria do Socorro Rocha de Lima, a
criação de um conselho será uma forma de contribuir para redução do preconceito
com as religiões de matriz africana. Muita gente tem preconceito, mas não
entende que trabalhamos pelo bem, ajudamos dependentes químicos, por exemplo.
Na minha casa sempre tem comida para quem precisar. Só que precisam nos ver com
outros olhos, comentou.
O Conselho Municipal de Promoção de Políticas de Igualdade
Racial busca formar uma sociedade mais justa, combater o racismo e resguardar a
cultura afro-brasileira. Com oito cadeiras, ele engloba as secretarias de
Saúde, Educação, Cultura, Esportes e Promoção e Assistência Social.
Participaram da reunião os vereadores Adonias Fernandes e Carlos
Vanzeli, a presidente do Movimento Negro de Rondonópolis, Francyslene Pereira
Neves, a gerente de Saúde Indígena do Município, Marinete Ribeiro da Silva
Fluch, a gerente de Ações Programáticas da Secretaria Municipal de Saúde,
Eliane Ormund, a doutora em Educação, gerente de Gestão de Políticas de
Igualdade Racial, Lucilene Rosa Magalhães Nogueira e a mãe de Santo, Jô de
Ogum.