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IMPRUDÊNCIA NO TRÂNSITO

Em poucas horas, quase 1.400 infratores são identificados na Fernando Corrêa

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

14/11/13 às 17:05

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Local onde está instalado o radar eletrônico na rua Fernando Corrêia da Costa | Roger Andrade

O sistema de radar eletrônico e registro de imagens instalado para testes nesta semana na Fernando Corrêa, próximo a Ponte do Arareau, começou a registrar efetivamente a passagem de veículos às 16 horas da quarta-feira (13). Em pouco mais de 17 horas de monitoramento, sendo a maior parte dela durante a madrugada, quando diminui o fluxo, o sistema revelou uma realidade preocupante em relação a imprudência do condutor rondonopolitano. Até às 9 horas da manhã desta quinta, 1.328 veículos excederam o limite mínimo de velocidade da via, que é 40 km/h, sinalizado há mais de dois meses.

Dados oficiais da Polícia Militar - PM referentes a acidentes de trânsito confirmam o tamanho do problema. Foram registrados de janeiro até o fim de outubro, 1.296 acidentes nos boletins de ocorrência. No entanto, este número não é o total já que se somam aos casos mais graves e com vítimas que foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Samu. Neste último, 2.736 acidentes requisitaram a intervenção médica, sendo 16 óbitos gerados por eles. Somados, o número exato de acidentes registrados em 2013 até o momento é de 4.032.

O comandante do 5º Batalhão Regional da PM em Rondonópolis, o major Sandro Barbosa, fez uma leitura sobre os números do trânsito da cidade. O acidente de trânsito só tem dois motivos: a falha mecânica ou a imprudência. Nós simplesmente nunca registramos na perícia que tenha sido o primeiro motivo. Ou seja, acidente aqui em Rondonópolis é causado pela irresponsabilidade de quem está no volante. É normal vermos pais carregando dois ou até mais filhos sem capacetes em motos, motoristas fechando negócio de imóvel ou de boi enquanto dirigem, mexendo no celular, andando em alta velocidade e várias outras ações claras de imprudência, ressaltou.

O major ainda ressaltou que a fiscalização certamente não dará conta de mudar este quadro e resolver o problema do trânsito. Se não houver uma mudança individual não tem como melhorar. O Estado teria de contratar mais milhares de agentes para ficar autuando e fiscalizando as irregularidades de esquina em esquina e não conseguiria ver tudo. Se não houver a mudança individual, a tendência infelizmente é que estes números de acidentes cresçam. Dá para afirmar que dentro da frota que temos de 130 mil veículos mais de 60% comete pelo menos uma infração por dia, avaliou.

Quanto aos veículos flagrados pelo sistema de monitoramento recém-implantado pela prefeitura eles não serão alvos de multas neste momento, já que a fase ainda é de testes, segundo informa o secretário de Trânsito do Município, Argemiro Ferreira. Certamente que quando as pessoas se habituarem aos radares e às lombadas eletrônicas este número de condutores excedendo a velocidade diminuirá, até porque é esta a intenção do projeto. Porém, fica claro que a falta de educação nas ruas é nosso maior problema, frisou.

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