No final da tarde de ontem (16), o Casario foi cenário de
encontro de culturas que deu início a primeira edição do Chimaré Cultural,
promovido pelo Conselho Municipal de Política Cultural, através da Secretaria
de Cultura do Município. A ação, que teve início às 17h e terminou às 22,
reuniu tomadores de tereré e apreciadores do chimarrão.
Os visitantes puderam bater papo, trocar ideias e também
tiveram a oportunidade de se apresentarem no palco livre. Além das
apresentações musicais, também houve declamação de poesias e a performance do
grupo de jovens do Parkour ( modalidade artística em que o participante
sobrepõe obstáculos de modo mais rápido e direto possível, utilizando-se de
diversas técnicas como saltos, rolamentos e escaladas). No decorrer do evento
houve sorteio de vários quites de tereré e chimarrão e também de um violão.
Nessa mistura cultural teve aqueles que estavam
uniformizados com camisetas dos times sulistas, outros trajados como manda a
tradição: pilchados. E todos com o mesmo ideal de simbolizar o Rio Grande do
Sul.
Marcos Felipe Bore Lima, 12 anos, confessou que gosta muito
das danças gaúchas. O adolescente, nascido em Mato Grosso, fez questão de ir
trajado e levou os avós. Vimos o convite na televisão e a pedido do meu neto
viemos prestigiar, comenta Noeli Bore, avó do garoto. Frequentadores do CTG,
eles apreciam tanto o chimarrão que não largam a bebida nem para viajar.
Viajamos para a Europa, e o chimarrão foi junto, declara o avô, Ari Bore.
Em relação ao projeto Chimaré Cultural, eles disseram
gostar da ideia e aprovam uma continuidade, Muito bom, precisa fazer mais
vezes. Com o tempo o pessoal acostuma, disse Noeli, satisfeita.
O Secretário de Cultura do Município, Luciano Carneiro
Alves, conceitua Chimaré Cultural como um nome que remete a diálogos culturais.
E, segundo o Secretário, é através do diálogo que as práticas culturais se
encontram.
O objetivo do Presidente do Conselho Municipal de Política
Cultural e também idealizador do projeto, Max Ferraz, é estimular o encontro
das pessoas e suas tradições, fortalecendo as relações e convergências entre
sociedade, produtores culturais e artistas. O primeiro evento superou as
expectativas, surpreendendo pelo número de visitantes, o que leva ao
aprimoramento devido a sua amplitude alcançada. Sobre a estrutura, foi sugerido
melhoria na iluminação do ambiente e disponibilidade de água quente e gelada
para o preparo do chimarrão e do tereré, conclui.
Além do CTG, também marcaram presença representantes do
Movimento Negro e de variados gêneros musicais. A segunda edição do Chimaré
está marcada para o dia 16 de março.