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SAÚDE NA FRENTE

Depois de quatro inaugurações, Município se prepara para ter mais 11 ESFs em 2014

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

18/12/13 às 16:12

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Já no início do ano de 2014, devem ser lançados os primeiros editais para a convocação de processo licitatório para a construção das unidades | Matusalem Teixeira

Depois das inaugurações das unidades da Estratégia da Saúde da Família ESF da Vila Cardoso, Cidade de Deus e do posto duplo do Parque das Rosas e Margaridas nos últimos dias, o Município de Rondonópolis tem boas possibilidades de ter no mínimo mais 11 prédios em 2014. A afirmação é da secretária de saúde, Marildes Ferreira, que ressalta a qualidade dos projetos para os próximos meses, com estrutura semelhante ao da Cardoso, segundo palavras da própria Marildes, referenciando ao ESF que obteve grandes elogios após sua inauguração.

A expectativa da chefe da pasta de saúde se dá por duas frentes principais: a primeira delas se baseia nos oito cadastros feitos pelo Município e já aprovados no orçamento do Ministério da Saúde para o ano que vem; o segundo se dá em mais três unidades que já estão em execução, mas que enfrentam problemas contratuais com as empresas executoras. O secretário de infraestrutura Sinfra, Argemiro Ferreira, afirmou que o impasse a ser solucionado.

Os três ESFs onde encontramos problemas são o do Pedra 90, Vila Rica e Morumbi, que já eram para ter sido entregues na mesma remessa destes que foram inaugurados no aniversário de Rondonópolis. É a mesma empresa que faz estas três construções. É bom que fique claro que esta gestão herdou estas situações, não fomos nós quem fizemos as licitações e contratualizamos. Tentamos um entendimento em reuniões, mas não vai houve acerto. O destrato já está pronto, agora só vamos definir se fazemos uma nova licitação ou se temos aval técnico para chamar a segunda colocada do processo já feito, explicou Argemiro.

Marildes explica que os novos ESFs devem custar cerca de R$ 800 mil por unidade aos cofres públicos, estando pouco mais da metade deles já assegurados pelo Governo Federal. De Brasília virão R$ 408 mil para cada um e o restante é tudo recursos próprios do Município. O prefeito Percival Muniz já nos deu o aval para seguirmos em frente, até porque a proposta desta gestão é, além de humanizar, fortalecer a saúde dos bairros, reforçou.

Apesar de ser um serviço estritamente do Ministério da Saúde, a secretária ressalta que é bem provável que os investimentos via Município superem os vindos de Brasília, até para que seja possível continuar o processo de evolução proposto. Quando orçamos em cerca de R$ 400 mil do Governo Federal e mais R$ 400 mil do Município, isto acaba sendo acréscimo de nossa parte. Seja em equipamentos, recursos humanos e de várias maneiras o nosso orçamento local tende a ser maior, como já foi inclusive recentemente no Parque das Rosas e Margaridas, onde o Ministério liberou R$ 200 mil e o prefeito autorizou mais de R$ 288 mil para terminarmos, disse Marildes.

Já no início do ano de 2014, devem ser lançados os primeiros editais para a convocação de processo licitatório para a construção das unidades. Segundo detalha a secretária, o Governo Federal libera 20% dos recursos de maneira inicial. Começada a obra, são feitas as medições e são pagos mais 50% do montante na metade da obra, e o restante no fim do serviço. Para a escolha dos locais beneficiados, Marildes explica que foram feitos vários estudos pela equipe de planejamento da saúde local e discutido tudo junto ao prefeito em seu gabinete.

Vamos construir no Dom Osório, Belo Horizonte, Bom Pastos, Cidade Alta, Paineiras, Marechal Rondon, Jardim Adriana e Vila Goulart, onde já existe um postinho, mas é muito pequeno para a demanda do bairro. É bom ressaltar que nossa preocupação não fica apenas em construir, mas em renovar nossos prédios já existentes. Já estamos fazendo isto em ESFs e Centros de Saúde como no Parque São Jorge, Assunção, Iguaçú, Primavera, Nossa Senhora do Amparo, Luz DYara e Industrial. Para 2014 está previsto a reforma de praticamente todas as nossas unidades de bairro, garante a secretária.

Em termos de evolução de cobertura, com as quatro unidades inauguradas no fim de 2013 e mais as 11 previstas para 2014, o índice atual de 47% herdado pela gestão deve aproximar dos 80% segundo as primeiras projeções. Sendo cada unidade responsável por mil famílias e média de 4 mil pessoas, a atual administração deve cobrir até o fim de 2014 cerca de 60 mil pessoas até então sem ESF próximo de suas casas. Não estamos felizes, nossa meta e principalmente do prefeito é 100%, diz Marildes.

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