Depois das inaugurações das unidades
da Estratégia da Saúde da Família ESF da Vila Cardoso, Cidade de Deus e do
posto duplo do Parque das Rosas e Margaridas nos últimos dias, o Município de
Rondonópolis tem boas possibilidades de ter no mínimo mais 11 prédios em 2014.
A afirmação é da secretária de saúde, Marildes Ferreira, que ressalta a
qualidade dos projetos para os próximos meses, com estrutura semelhante ao da
Cardoso, segundo palavras da própria Marildes, referenciando ao ESF que obteve
grandes elogios após sua inauguração.
A expectativa da chefe da pasta de
saúde se dá por duas frentes principais: a primeira delas se baseia nos oito
cadastros feitos pelo Município e já aprovados no orçamento do Ministério da
Saúde para o ano que vem; o segundo se dá em mais três unidades que já estão em
execução, mas que enfrentam problemas contratuais com as empresas executoras. O
secretário de infraestrutura Sinfra, Argemiro Ferreira, afirmou que o impasse
a ser solucionado.
Os três ESFs onde encontramos problemas
são o do Pedra 90, Vila Rica e Morumbi, que já eram para ter sido entregues na
mesma remessa destes que foram inaugurados no aniversário de Rondonópolis. É a
mesma empresa que faz estas três construções. É bom que fique claro que esta
gestão herdou estas situações, não fomos nós quem fizemos as licitações e
contratualizamos. Tentamos um entendimento em reuniões, mas não vai houve
acerto. O destrato já está pronto, agora só vamos definir se fazemos uma nova
licitação ou se temos aval técnico para chamar a segunda colocada do processo
já feito, explicou Argemiro.
Marildes explica que os novos ESFs
devem custar cerca de R$ 800 mil por unidade aos cofres públicos, estando pouco
mais da metade deles já assegurados pelo Governo Federal. De Brasília virão R$
408 mil para cada um e o restante é tudo recursos próprios do Município. O
prefeito Percival Muniz já nos deu o aval para seguirmos em frente, até porque
a proposta desta gestão é, além de humanizar, fortalecer a saúde dos bairros,
reforçou.
Apesar de ser um serviço estritamente
do Ministério da Saúde, a secretária ressalta que é bem provável que os
investimentos via Município superem os vindos de Brasília, até para que seja
possível continuar o processo de evolução proposto. Quando orçamos em cerca de
R$ 400 mil do Governo Federal e mais R$ 400 mil do Município, isto acaba sendo
acréscimo de nossa parte. Seja em equipamentos, recursos humanos e de várias
maneiras o nosso orçamento local tende a ser maior, como já foi inclusive
recentemente no Parque das Rosas e Margaridas, onde o Ministério liberou R$ 200
mil e o prefeito autorizou mais de R$ 288 mil para terminarmos, disse
Marildes.
Já no início do ano de 2014, devem
ser lançados os primeiros editais para a convocação de processo licitatório
para a construção das unidades. Segundo detalha a secretária, o Governo Federal
libera 20% dos recursos de maneira inicial. Começada a obra, são feitas as
medições e são pagos mais 50% do montante na metade da obra, e o restante no
fim do serviço. Para a escolha dos locais beneficiados, Marildes explica que
foram feitos vários estudos pela equipe de planejamento da saúde local e
discutido tudo junto ao prefeito em seu gabinete.
Vamos construir no Dom Osório, Belo
Horizonte, Bom Pastos, Cidade Alta, Paineiras, Marechal Rondon, Jardim Adriana
e Vila Goulart, onde já existe um postinho, mas é muito pequeno para a demanda
do bairro. É bom ressaltar que nossa preocupação não fica apenas em construir,
mas em renovar nossos prédios já existentes. Já estamos fazendo isto em ESFs e
Centros de Saúde como no Parque São Jorge, Assunção, Iguaçú, Primavera, Nossa
Senhora do Amparo, Luz DYara e Industrial. Para 2014 está previsto a reforma
de praticamente todas as nossas unidades de bairro, garante a secretária.
Em termos de evolução de cobertura,
com as quatro unidades inauguradas no fim de 2013 e mais as 11 previstas para
2014, o índice atual de 47% herdado pela gestão deve aproximar dos 80% segundo
as primeiras projeções. Sendo cada unidade responsável por mil famílias e média
de 4 mil pessoas, a atual administração deve cobrir até o fim de 2014 cerca de
60 mil pessoas até então sem ESF próximo de suas casas. Não estamos felizes,
nossa meta e principalmente do prefeito é 100%, diz Marildes.