A primeira Sinfonia de Natal de Rondonópolis
emocionou o público presente na Feira da Vila Operária, na noite da última
quinta-feira (12). A tradicional cantata de fim de ano passou a ser sinfonia em
2013 porque nunca se viu um coral se apresentar acompanhado por uma orquestra
com tantos instrumentos, segundo avaliou o diretor artístico do evento,
Joelson Santos. Os artistas da noite foram crianças participantes das oficinas
do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (antigos Peti e
Projovem) da Secretaria de Promoção e Assistência Social do Município.
As apresentações na Feira da Vila Operária, que
findaram com um musical lembrando a história do nascimento de Jesus, juntaram
várias atividades realizadas no cotidiano do trabalho da Secretaria no palco. A
gerente do Departamento de Proteção Social Especial e coordenadora do evento,
Maísa Rodrigues, contou que a proposta era exatamente de valorizar o potencial
individual. O aluno sente-se prestigiado quando aquilo que ele sabe fazer de
melhor é valorizado e ele pode mostrar ao público, onde estão seus pais,
argumentou.
Em meio ao musical, em quase todos os momentos
apresentavam-se conjuntamente o coral, bailarinos do grupo de dança e a
orquestra, com instrumentos de cordas e sopro. Joelson disse que os ensaios
para a apresentação da sinfonia iniciaram em outubro e que ficou surpreso com a
entrega que viu das quase 250 crianças e jovens envolvidas. Em todo o tempo
foi bonito ver eles dando ideias e tentando contribuir de várias maneiras,
lembrou, falando dos vários ensaios com o público de 5 a 15 anos.
O secretário de Promoção e Assistência Social,
Eduardo Duarte, fez questão de elogiar a dedicação dos professores e da equipe
da pasta em que coordena, fazendo menção a impecabilidade da montagem do
cenário e da qualidade do espetáculo. Ano passado não estávamos ainda na
Administração e não houve o evento. Neste ano, quando fizemos uma reunião de
planejamento notamos que a maior dificuldade não era nem orçamentária, mas sim
sobre o tempo para fazer os ensaios e resolver as questões burocráticas da
montagem do evento. Foi muito bonito ver todo mundo se desdobrando, trabalhando
duro e fora de hora para chegarmos até aqui, elogiou.
O vice-prefeito Rogério Salles falou sobre a importância de o teatro estar inserido em atividades fixas do cronograma educativo de indivíduos em formação. Lembro que quando eu era criança e estudava em um colégio interno, tive muito contato com o teatro e isto era muito bom para a gente. Penso até que era importante ele estar mais presente nas escolas hoje em dia, porque se trata de uma prática muito valiosa para uma sociedade, disse.
Pai da aluna Débora Silva, do grupo de dança,
Antônio Silva analisou positivamente a mudança de comportamento da filha que há
dois anos entrou no antigo Peti e hoje continua a participar das oficinas do
Serviço de Convivência. Eu noto que agora ela é uma pessoa muito mais
tranquila e principalmente responsável com as coisas dela. Melhorou muito na
escola também, em notas e comportamento. Ver ela participando deste evento é
muito bom, falou orgulhoso, vendo a filha no palco.
Em um momento emocionante, o secretário Eduardo
entregou flores e homenageou a aluna Graciene, que há um ano se envolveu em um
acidente onde o irmão Vágner, também aluno do Peti, faleceu. Graciene que era
dançarina teve de ter uma perna amputada, mas fez questão de estar na primeira
fila prestigiando as amigas.