Na manhã dessa quarta-feira, dia 26, o Conselho
Municipal de Transporte se reuniu no Auditório do Palácio da Cidadania, para
estudar a planilha de custos da empresa
Cidade de Pedra, que faz o transporte coletivo na cidade. O secretário de
Transporte e Trânsito, Argemiro Ferreira, apresentou a solicitação da
concessionária de um ajuste da tarifa. A empresa alega que esse ajuste é
fundamental para que possa manter o serviço em Rondonópolis. Depois de muita discussão entre os membros
do conselho, que inclui PRF, PM, Câmara de Vereadores e várias outras
instituições, ficou definido em ata a proposta de R$ 2,80, como o valor fixo a
ser cobrado pela passagem até o ano de
2015.
A empresa apresentou um relatório, com os gastos
do serviço e justificou que com o atual custo da passagem não teria condições
econômicas de continuar atuando. O preço que a Cidade de Pedra queria era de R$
2,85. Com base em estudos de todos os medidores inflacionários (INPC, IPCA e
IGP-M), percebemos que após o último reajuste, que foi feito em abril de 2012,
o custo da passagem teria realmente que sofrer um acréscimo de 3,66%, referente
ao restante do ano de 2012, mais 5.66% do que foi o acumulado em 2013 e mais
0,55% do mês de janeiro de 2014 para corrigir a inflação. Com tudo isto
agregado, a empresa de fato fala com razão técnica em sua proposta. No entanto,
o Conselho resolveu continuar privilegiando a quem tem o cartão e pagará R$
2,85 apenas aqueles que compram a passagem dentro do ônibus, frisou Argemiro.
O gerente
geral do Cidade de Pedra, Paulo Sérgio da Silva, fez questão de confirmar aos
membros do Conselho que se o valor não for corrigido neste primeiros meses do
ano, o cidadão de Rondonópolis pode ficar de imediato sem os serviços da
empresa. Como irei prestar um serviço de qualidade se hoje eu não consigo nem
andar com as próprias pernas? A empresa só insiste em Rondonópolis porque
acredita que a cidade vai explodir, mas hoje arrecadamos R$ 1,208,00 milhão e
nosso gasto para manter os ônibus andando é de R$ 1,2 milhão. Estamos mantendo
as contas com empréstimos no Banco e uma empresa não pode funcionar assim, tem
de ter capital próprio. Com este aumento, ainda vamos continuar tendo uma das
passagens mais baratas de Mato Grosso, defendeu.
O secretário de Trânsito reiterou que o contrato
entre Cidade de Pedra e o Município de Rondonópolis termina no próximo mês de
abril e o prefeito Percival já determinou uma nova licitação porque quer
agregar novas responsabilidades por parte da empresa que for a vencedora do
processo, independente se uma nova empresa ganhar a licitação. Estamos
definindo para os próximos dias a contratação de uma equipe especializada de
estudo que percorrerá os nossos bairros e nos passará um relatório de
necessidades. Com novas linhas e microlinhas definidas, além de garantias em
acessibilidade e climatização, vamos elaborar um edital em que quem concorrer e
ganhar terá de disponibilizar todas estas exigências. A vontade do prefeito,
aliás, é dividirmos em blocos nossa cidade e duas ou mais empresas serem as
responsáveis pelo transporte coletivo rondonopolitano, disse Argemiro.
Enquanto são vencidos os processos burocráticos, o
Executivo Municipal deve estender por mais 6 meses o atual vínculo com a Cidade
de Pedra até que seja definida a nova composição fixa da concessão.