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BRINCAR E APRENDER

Componente do PNAIC participa de roda de conversa com técnicos da Educação

PATRÍCIA CASALI - GCS

29/08/13 às 19:09

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A doutora Telma Ferraz Leal contou experiências feitas com jogos | MATUSALEM TEIXEIRA

A doutora Telma Ferraz Leal, doutora em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) esteVE hoje (29) participando de uma roda de conversa com técnicos da Educação Infantil e Ensino Fundamental da Rede Municipal de Educação. Ela compõe a equipe de leitores críticos e apoio pedagógico dos cadernos no PNAIC (Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa) do Governo Federal. Na conversa foram abordados temas como a escrita na educação infantil, a importância dos jogos na alfabetização, assim como a formação dos professores alfabetizadores. O bate papo informal durou cerca de duas horas. Onde a doutora contou experiências feitas com jogos, que na opinião dele são excelentes instrumentos de alfabetização e são disponibilizados pelo MEC (Ministério da Educação). O problema é que em muitas escolas que visitei os jogos estavam guardados na sala do diretor. Não é todo o professor que tem experiência de trabalhar com coisas diversificadas nas aulas.

Segundo Telma, boa formação do professor contribui para a alfabetização, mas em alguns casos há mais dificuldades. Em algum momento da vida, todos nós precisamos de um algo especial e para estes casos temos que ter projetos especiais para atender estes alunos que não foram alfabetizados, não com segregação, tirando-os da sala de aula, mas temos que atender porque eles são vidas e não podemos deixar que simplesmente passem. 

Dois exemplos foram citados pela doutora como propostas de auxílio à alfabetização de crianças. Um desenvolvido em Recife que era chamado de professor alfabetizador, em que professores atendiam as crianças fora das salas de aula durante uma hora três vezes por semana para que fossem alfabetizados, outro era composto de uma assessoria individualizada, em que uma pessoa assistia e analisava a aula do professor para fazer ponderações e também atendia a criança que não acompanhava a turma. Segundo ela, o grande problema no Brasil é que projetos bons acabam depois de um tempo por questões políticas, mesmo os que apresentam resultados positivos. 

Telma respondeu perguntas diversas da equipe que está trabalhando no pacto e afirmou que considera prematura a avaliação das crianças que participam do pacto neste ano. Para ela, houve a atraso na implantação e cidades estão trabalhando de formas diferentes, algumas incrementando a programação do Governo e outras se esforçando para cumprir. 
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