Por meio da assinatura de um termo de cooperação e
ajustamento de conduta entre o Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear),
o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público do Estado, a empresa Seger e a Prefeitura Municipal, Rondonópolis
dá um importante passo para promover a inclusão social dos catadores de
materiais recicláveis que atuavam no lixão e elaborar um projeto de
gerenciamento dos resíduos sólidos na cidade.
A iniciativa pioneira em Mato Grosso em tratar da questão dos
resíduos sólidos foi ressaltada pelo prefeito Zé Carlos do Pátio, cuja meta é
chegar a 100% de esgoto e água tratada na cidade até 2020. Ele comemorou o fato
de Rondonópolis ser o primeiro município de Mato Grosso a ter um aterro sanitário
em funcionamento, a partir de setembro.
Estou muito feliz hoje porque vamos concretizar o primeiro
aterro neste Estado. Considero a assinatura um ato cívico, que vai fortalecer
os trabalhadores com a organização da cooperativa de resíduos sólidos,
destacou o prefeito.
Um trabalho conjunto dos órgãos públicos e a empresa, cada um
com suas atribuições e responsabilidades, possibilitou aos catadores a
organização em cooperativa e um preparo para os desafios futuros.
Eles receberão capacitação para trabalhar em cooperativa e
dois caminhões da prefeitura, que também vai pagar pelo lixo reciclável
recolhido pelos catadores, auxiliando-os na geração de mais renda.
Segundo o secretário de Meio Ambiente do município, João
Copetti, a cidade vive um ponto chave de transição no que diz respeito à
destinação dos resíduos, uma total mudança de rota, que vai cessar o
crescimento do passivo ambiental acumulado ao longo de décadas no lixão da Mata
Grande.
Com o aterro sanitário entraremos em uma nova era para o meio
ambiente e para a educação ambiental. É um processo gradual, de conscientização
coletiva da população em relação à separação e destinação adequada dos seus
resíduos domésticos. E isso se estende também para as escalas comercial e
industrial, observou o secretário.
A Secretaria de Meio Ambiente está implantando um projeto
piloto de coleta seletiva, que será estendido ao Paço Municipal, às demais
secretarias, postos de saúde e escolas. A coleta seletiva será retomada em 33
bairros da cidade. A meta do projeto é que, até o final da gestão, a coleta
seletiva esteja implantada em toda a cidade.
Temos que dar o exemplo, fazer o dever de casa e mostrar à
sociedade que isso é possível e benéfico, não apenas pela questão ambiental,
mas social também, avaliou Copetti.
O promotor Marcelo Vacchiano lembrou as conversas iniciais
para a inserção dos catadores no processo da coleta seletiva e reciclagem, em
março, todo o trabalho de sensibilização dos trabalhadores e informou que está
sendo criada uma unidade de tratamento de resíduos provisória para atendê-los.
Tudo está formalizado. Eles terão, por um ano, um auxílio
financeiro do Poder Público e da empresa Seger nesse processo de transição. Receberão
uniformes, equipamentos de proteção individual (EPIs), bolsa no valor de R$ 450,00
e uma cesta básica até que consigam caminhar sozinhos, assegurou Vacchiano.
A solenidade de assinatura, no auditório do Paço Municipal,
foi nesta quinta-feira (17), e contou com a presença de secretários e técnicos
das secretarias de Educação, Habitação, Meio Ambiente, Promoção e Assistência
Social, Administração e Saúde, trabalhadores do lixo, vereadores, além de
membros do Poder Judiciário e representantes de organizações e clubes de
serviço.