PROJETO SOCIAL
Coder recebe o primeiro grupo de recuperandas do presídio feminino em projeto social
Assessoria
17/07/17 às 04:59
Desse grupo inicial participam onze (11) mulheres reeducandas de regime aberto e regime semiaberto e com idades que variam de 22 anos à 45 anos de idade. São mulheres, mães de famílias que ontem erraram, mas, hoje, estão dispostar a mudar. Como é o caso da Camila Carvalho e Daiany Catrini. "Estamos otimistas e felizes com essa oportunidade de trabalharmos, de nos sentirmos úteis e por estarmos recebendo essa chance de mostrarmos para a sociedade que temos projeto de vida baseado no cumprimento do dever e em valores morais. Erramos, reconhecemos, mas estamos pagando e daqui pra frente temos novos horizontes", declaram.
Essas mulheres, já em final de pena, têm bom comportamento na Unidade Prisional e demonstram esperanças em dar uma guinada em suas próprias vidas. A garra e a vontade de vencer estão evidenciadas até no sobrenome. Nívia Cristina S. Rocha e Romilda B. Rocha não são parentes, mas em comum têm a força evidenciada na vontade interna e na solides do nome, Rocha. "Só da gente sair daquele lugar lá e vir para a rua trabalhar, ter o próprio salário, ajudar a família é ótimo", disse uma das Rochas. A outra, tão forte quanto uma pedra, disse:" eu tenho seis filhas e preciso criá-las. Esse emprego, esse dinheiro que vou receber vão me ajudar muito. Eu fiz o Enem, passei. Agora, quero continuar meus estudos. Quero fazer uma faculdade", planejou a segunda Rocha.
Com esses sonhos na cabeça, força de vontade no espírito, elas vão trabalhar no serviço de urbanismo de Rondonópolis. Estarão subordinadas ao Departamento de Urbanismo da Coder, cujo diretor é o Oderli Xaxim. " É mais um passo que a prefeitura de Rondonópolis está dando no sentido de ressocializar essas novas trabalhadoras e elas vão nos ajudar muito, pois, temos uma demanda muito grande na cidade e elas vão somar conosco para poder melhorar o visual da cidade", citou. O Leandro Xavier Godoi, Diretor Técnico da CODER, declarou que o projeto é importante por garantir a reinserção das recuperandas no mercado de trabalho.
A Diretora do presídio feminino, Raimunda Felício de Lima, também destacou a importância do projeto. "Elas começam a ter essa oportunidade ainda reclusas, né? É o que eu disse a elas 'é uma oportunidade única, pois vocês estão tendo oportunidade aqui, ainda detidas'. Eu acredito no projeto e acredito nelas", externou. Já o José Severino da Silva Neto, Diretor Técnico da Coder, informou que a vinda das mulheres é um anseio do prefeito Zé Carlos do Pátio, o qual queria muito dar uma nova chance a elas que são chefes de famílias e que precisam de um lugar no seio social. Precisam de um crédito moral. "Essas mulheres se sentem excluídas e têm mais dificuldades na convivência com a sociedade. E elas têm muito a contribuir", finalizou.
Esse grupo de mulheres vão trabalhar separadas do grupo de homens, que como elas, também são recuperandos e já estão há duas semanas trabalhando nas ruas da cidade. Eles usam tornozeleiras eletrônicas e são acompanhados de perto por servidores da segurança prisional. O projeto oferta cem vagas, sendo que serão preenchidas por 50 homens e 50 mulheres, cuja duração é de um ano - podendo ser prorrogado por igual período e ou ser interrompido a qualquer momento sem prejuízo para nenhuma das partes.