Homens com equipamentos da Coder estão
trabalhando intensamente na reserva indígena com o objetivo de combater as
chamas que se alastram pela Tadarimana deixando um rastro de destruição. Além
dessa equipe que está no local desde o final de semana, o Diretor Presidente
da Coder, José Severino da Silva neto, o Nino, informou que a Companhia já está
integrando a força tarefa que foi formada na manhã desta terça - feira com o
Exército Brasileiro para combater os múltiplos focos que vão surgindo ao longo
da reserva.
Até o momento as chamas estavam sendo combatidas por equipes do Corpo de
Bombeiros e por integrantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, mas
apesar do controle dos focos, o fogo resurgi em vários outros pontos produzindo
uma densa camada de fumaça.
A Coder vai apoiar a força tarefa com a oferta de caminhões pipas com
capacidades para 27 mil litros de água, equipamentos sopradores e funcionários.
"O prefeito nos orientou a não medirmos esforços para ajudar no combate às
chamas", declarou o diretor presidente da Coder ao declarar que hoje mesmo
pela manhã já conversou com oficiais do Exército Brasileiro e a eles foram
entregues os equipamentos e homens para somar forças nesse momento crítico.
O incêndio na aldeia começou na madrugada do dia 26 de agosto e durante esses
onze dias que já dura o incêndio, as chamas foram combatidas por equipes da
Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros Militares do Batalhão
de Emergências Ambientais e bombeiros do 3º Batalhão de Rondonópolis e pelos próprios
índios, os quais têm curso técnico específico.
Agora, além dessa equipe que já vem atuando na área, vão entrar reforços
formados pelo Exército Brasileiro, Coder, e é esperada a chegada de helicóptero
do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) o mesmo usado no combate às chamas
do incêndio que ocorreu semana passada na reserva Ricardo Franco - suldoeste do
Estado.
A reserva Tadarimana pertencente à etnia Bororos está distante cerca de 40 KM
de Rondonópolis, apenas. Essa proximidade e as correntes de ar fazem com que a
cidade seja afetada diretamente e negativamente com o aumento da temperatura
ambiente e com a densa cortina de fumaça que aliada à poeira causam desconforto
e ameaça a saúde da população em especial à dos idosos, crianças, recém-nascidos,
e pacientes nos hospitais etc. Além dos prejuízos causados à saúde pública, a
névoa de fumaça prejudica o comércio local, afeta o turismo e diminui o
rendimento e a produtividade dos trabalhadores da indústria, do comércio, da
construção civil etc.