Os amantes do tereré e os que apreciam o chimarrão estarão
reunidos no próximo dia 16 (domingo), das 17 às 22h, no Casario para o Chimaré
Cultural, que tem como objetivo reunir artistas de todas as manifestações e
credos para um momento de descontração e lazer.
O Chimaré é uma ação gratuita promovida pelo Conselho
Municipal de Política Cultural juntamente com a Secretaria de Cultura do
Município (Secult). De acordo com Max Ferraz, presidente do conselho, o evento
vem trazer para os amantes dessas bebidas naturais a oportunidade de encontros
com culturas de várias regiões brasileiras. A ideia é tomar chimarrão e
tereré, comenta.
A organização ressalta que haverá apresentações culturais,
com palco livre e que as inscrições poderão ser feitas no local, momentos antes
do início do evento. Os participantes são convidados a irem caracterizados e
também levarem cuia de chimarrão ou tereré.
O CASARIO é um espaço histórico que é destinado à cultura e
ao lazer com o objetivo principal de servir a comunidade nas suas manifestações
culturais. O Conselho Municipal de Política Cultural e a Secult executam
projetos visando a interação e a unificação das pessoas que moram Rondonópolis
expressando suas origens através da música, das artes plásticas, das artes
cênicas, da dança, da literatura, do artesanato e de outras manifestações.
Conhecendo
TERERÉ De origem sul-mato-grossense, é uma bebida feita
com a infusão da erva-mate de origem guarani. É consumida com água fria, limão,
hortelã, entre outros, resultando em uma bebida agradável e refrescante. Em sua
produção, a erva mate utilizada no preparo do tereré difere da do chimarrão por
ter de ficar em repouso por volta de oito meses, em local seco, e de ser
triturada grossa depois disso. Devido ao fato das folhas serem cortadas grossas,
ao contrário do chimarrão, o tereré não tem tantos problemas com o entupimento.
Quando isso ocorre, geralmente é devido a uma grande quantidade de mate em pó,
indicando má-qualidade da erva usada.
CHIMARRÃO - É uma bebida montada com erva-mate moída,
adicionada de água quente (sem ferver). Tem gosto mais ou menos amargo,
dependendo da qualidade da erva-mate, que, pronta para o uso, consiste em
folhas e ramos finos (menos de 1,5 mm), secos e triturados, passados em peneira
grossa, de cor que varia do verde ao amarelo-palha, havendo uma grande
variedade de tipos, uns mais finos, outros mais encorpados, vendidos a diversos
preços. O chimarrão pode servir como "bebida comunitária", apesar de
alguns aficionados o tomarem durante todo o dia, mesmo sozinhos. Embora seja
cotidiano o seu consumo doméstico, principalmente quando a família se reúne, é
quase obrigatório quando chegam visitas ou hóspedes. O chimarrão é símbolo da
hospitalidade sulista: quem chega como visita em uma casa dessa região, é logo
recebido com uma cuia de chimarrão. Ainda hoje, é hábito fortemente arraigado
nos estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, em partes
do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, bem como em partes da Bolívia e Chile e em
todo o Uruguai, Argentina e Paraguai.