Criado para promover a formalização e o desenvolvimento dos pequenos
empreendimentos, o Centro de Atendimento Empresarial (CAE), ligado à Secretaria
Municipal de Desenvolvimento Econômico, realizou, no período de janeiro a junho
deste ano, 3.043 atendimentos.
Só em junho foram feitos 1.087 atendimentos. Nesse período,
332 novos microempreendedores saíram da informalidade e obtiveram a liberação do
CNPJ e o alvará de funcionamento do negócio. Os atendimentos vêm crescendo mês
a mês em janeiro, por exemplo, foram 215.
Esse aumento é decorrente da ampliação
das atividades do CAE, que agora oferece serviços de solicitação de certidão uso
e solo, que vai liberar ou não o funcionamento do negócio naquele local, orientações
para abertura e formalizações do MEI, emissão MEI- DAS (INSS), declaração DASN
SIMEI, alterações cadastrais e cadastro e emissão de nota fiscal eletrônica,
entre outros.
Tudo agora é bancado pela prefeitura,
desde a montagem do processo, até a aprovação e o acompanhamento da gestão do
negócio por um período de 3 meses, para auxiliar a manter a empresa em funcionamento.
Orientamos e acompanhamos o controle de receita, fluxo de caixa, pagamentos,
até que o negócio ganhe força, explica o gerente do Departamento de Fomento,
Jarmes Freitas.
Após o atendimento, o CAE faz uma avaliação
da situação socioeconômica do microempreendedor a fim de orientar sobre as
atividades que melhor se encaixem ao seu perfil. Também são feitas visitas técnicas
em busca de pequenos potenciais empreendedores cadastrados que necessitam de
recurso.
Já estamos trabalhando para buscar
financiamentos junto à Agência de Fomento MT. Será uma parceria importante
entre prefeitura e agência, para contemplar essa parcela da população ignorada
pelas instituições financeiras. Para eles, um montante pequeno de recursos pode
alavancar e solidificar o pequeno negócio, completou Jarmes.
Nesse sentido, o gestor citou a aprovação,
junto ao MT Fomento, do primeiro financiamento de R$ 7 mil, para a compra de
uma máquina que vai aumentar a produção artesanal de tapioca. Estamos finalizando
esse primeiro projeto, que prevê a aquisição do equipamento e uma pequena parte
para capital de giro, e temos outros cinco projetos em andamento.
Para o casal Tânia Sasaki e Aguinaldo
Fudizachi, a crescente demanda pela massa caseira de tapioca motivou a busca
pelo financiamento. Com o equipamento, avaliado em R$5 mil, eles poderão
aumentar a produção de 150 para 900 massas por dia. Hoje, entregamos para nove
de 30 supermercados da cidade. Temos um bom potencial de crescimento, planeja
Aguinaldo.
Os pequenos empreendedores
interessados em obter linhas de financiamento para seus negócios podem ligar
para o CAE: 3411-3516, no horário de funcionamento da prefeitura, das 12:00 às
18:00.