Para
marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, que é neste sábado
(2), atividades diferentes acontecem nesta sexta-feira (1) em Rondonópolis.
Durante a manhã, foi realizada uma palestra no auditório da Secretaria
Municipal de Saúde, com o psiquiatra Tauê Brandão, que atende no Centro de
Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil - CAPSI, para profissionais da saúde. Na
ocasião o profissional falou sobre a importância da conscientização e
divulgação sobre o que é o autismo. Após a palestra pais de filhos autistas
fizeram relatos sobre o tema. Toda a organização do evento ficou por conta do
CAPSi.
O evento
seguiu no período da tarde com uma palestra do professor Luís Fernando B.
Barth, doutor em psicologia, do curso de Psicologia da UFMT, sobre o autismo e
as maneiras de identificá-lo.
Segundo
ele, é possível identificar o autismo nos primeiros estágios de um bebê. Muitos
pais começam acreditando que seus filhos possuem alguma deficiência auditiva ou
visual por não responderem a comandos de voz ou por não sorrirem, e, depois de
descartadas essas hipóteses, deparam-se com um quadro de autismo.
Identificar
cedo pode colaborar muito no tratamento. É possível até que um ou outro quadro
seja revertido. De qualquer maneira, essa é uma criança que precisa ser
estimulada desde cedo, disse Barth.
De acordo
com a gerente do Programa de Saúde Mental, Suellen Fabris, esse 1º Encontro de
Conscientização sobre autismo, tem como objetivo destacar todas as questões que
envolvem a doença, onde as famílias podem ser auxiliadas, e que as crianças têm
tratamento.
O
autismo, por mais que as pessoas conhecem sobre o assunto, quando se deparam
com alguém que tenha esse diagnóstico na família não sabem o que fazer.
Queremos mostrar que a pessoa com autismo pode se desenvolver, evoluir e
crescer, explica.
Para a
coordenadora do CAPSi Valéria Cabral Rodrigues, que atualmente realiza o
acompanhamento de 14 crianças com idades que variam de 4 a 12 anos, a suspeita
de autismo pode aparecer por meio de comportamentos recorrentes identificados
pelos pais. A criança com autismo não interage com outras crianças, nem tudo
chama a atenção dela ou, muitas vezes, um único objeto pode ser motivo de
fascinação para ela, ela pula nas pontas dos pés, realiza movimentos
repetitivos e raramente faz o contato olho a olho, conclui.
Para
encerrar a programação, acontece a primeira caminhada pelo autismo neste
sábado, dia 2, às 16h no entorno do Shopping.