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SAÚDE DA CRIANÇA

CAPSi promoveu encontro de conscientização sobre o autismo

Gabriel Fagundes/Gabinete de Comunicação Social

01/04/16 às 11:31

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AUTISMO- palestras e programação especial marcam a semana de conscientização‏ | Matusalem Teixeira

Para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, que é neste sábado (2), atividades diferentes acontecem nesta sexta-feira (1) em Rondonópolis. Durante a manhã, foi realizada uma palestra no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, com o psiquiatra Tauê Brandão, que atende no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil - CAPSI, para profissionais da saúde. Na ocasião o profissional falou sobre a importância da conscientização e divulgação sobre o que é o autismo. Após a palestra pais de filhos autistas fizeram relatos sobre o tema. Toda a organização do evento ficou por conta do CAPSi.

O evento seguiu no período da tarde com uma palestra do professor Luís Fernando B. Barth, doutor em psicologia, do curso de Psicologia da UFMT, sobre o autismo e as maneiras de identificá-lo.

Segundo ele, é possível identificar o autismo nos primeiros estágios de um bebê. Muitos pais começam acreditando que seus filhos possuem alguma deficiência auditiva ou visual por não responderem a comandos de voz ou por não sorrirem, e, depois de descartadas essas hipóteses, deparam-se com um quadro de autismo.

 Identificar cedo pode colaborar muito no tratamento. É possível até que um ou outro quadro seja revertido. De qualquer maneira, essa é uma criança que precisa ser estimulada desde cedo, disse Barth.

De acordo com a gerente do Programa de Saúde Mental, Suellen Fabris, esse 1º Encontro de Conscientização sobre autismo, tem como objetivo destacar todas as questões que envolvem a doença, onde as famílias podem ser auxiliadas, e que as crianças têm tratamento.

O autismo, por mais que as pessoas conhecem sobre o assunto, quando se deparam com alguém que tenha esse diagnóstico na família não sabem o que fazer. Queremos mostrar que a pessoa com autismo pode se desenvolver, evoluir e crescer, explica.

Para a coordenadora do CAPSi Valéria Cabral Rodrigues, que atualmente realiza o acompanhamento de 14 crianças com idades que variam de 4 a 12 anos, a suspeita de autismo pode aparecer por meio de comportamentos recorrentes identificados pelos pais. A criança com autismo não interage com outras crianças, nem tudo chama a atenção dela ou, muitas vezes, um único objeto pode ser motivo de fascinação para ela, ela pula nas pontas dos pés, realiza movimentos repetitivos e raramente faz o contato olho a olho, conclui.

Para encerrar a programação, acontece a primeira caminhada pelo autismo neste sábado, dia 2, às 16h no entorno do Shopping.

 

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