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SEGURANÇA VIÁRIA

Campanha Maio Amarelo aponta respeito e responsabilidade como posturas fundamentais para um trânsito seguro

Roberta Azambuja

28/05/21 às 19:01

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Divulgação

Durante a locomoção nas ruas, o autocontrole, aliado à consciência coletiva de que cada um fazendo a sua parte, respeitando a lei e todos os que fazem parte do deslocamento em vias públicas, sejam pedestres ou condutores, faz toda a diferença. Em vários desastres, cabe a pergunta: “Fatalidade ou erro humano?”. Por isso, em 2021, a Campanha Maio Amarelo – que é voltada para a segurança no trânsito – adota o lema “No trânsito, sua responsabilidade salva vidas”.

Em consonância com a mobilização nacional do Maio Amarelo e, ainda, aproveitando a oportunidade para estimular a adoção de medidas preventivas contra o coronavírus, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – por meio do Departamento de Ações Programáticas –, em conjunto com a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Setrat), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e os Serviços Social do Transporte e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest e Senat), realizou, na manhã desta sexta-feira (28), um pit stop na Praça Brasil, na esquina entre as Avenidas Amazonas e Fernando Corrêa da Costa.

Zuleide Carvalho, que é gerente do Programa de Saúde no Trânsito da SMS, conta como foi a manhã: “Distribuímos panfletos com orientações sobre cuidados para prevenir a Covid e sobre as atitudes corretas por quem está se movimentando na cidade, tanto motoristas, quanto motocicliclistas, pedestres e ciclistas. Também entregamos saquinhos de lixo para o carro, adesivos com a fitinha amarela e leques com recomendações sobre a conduta de quem está se movimentando nas ruas”.

Com a Campanha Maio Amarelo enfatizando o respeito e a responsabilidade no trânsito, Zuleide destaca a importância do controle das próprias emoções e da consciência de que a trafegabilidade em via pública é uma ação coletiva em que todos devem colaborar para o bom andamento. “Especialmente nesse momento de pandemia, percebemos que as pessoas estão fragilizadas, se sentindo vulneráveis. E não é raro que descontem essa sensação ao pegarem o volante”, comenta.

Diante dessa realidade, a gerente alerta que é preciso cautela e tranquilidade, pois as consequências de um acidente podem ser permanentes, se não, fatais. “Nossa cidade tem um tráfego com muitos carros e muitas motos. Então, o condutor do carro deve ficar atento ao ponto cego. E o motociclista precisa lembrar que, nessa relação, ele é a parte mais fraca, já que, quando ocorre morte, em geral é de quem está dirigindo a moto. Sem contar as sequelas que podem ficar, como membros amputados, entre outras lesões que, muitas vezes, são irreversíveis”, pontua ela, que emenda: “Todos esses acidentes são questão de saúde pública. E não podemos esquecer dos traumas nas famílias, que ficam dilaceradas”.

Corrigir atitudes inadequadas e agir com atenção é fundamental para reduzir um cenário desolador. Segundo Zuleide, em 2020, Rondonópolis registrou 134 colisões entre carros e 1.543 acidentes envolvendo carro e moto, além de 1.046 quedas com motoqueiros. Os ciclistas também não ficam de fora das estatísticas. Foram 179 quedas de bicicleta.

“Acontece do ciclista competir pelo mesmo espaço com quem está no trânsito. E, agora, muita gente está substituindo a academia pela bicicleta. Então, aqueles que optarem por esse esporte, devem usar o equipamento apropriado e, de preferência, andar em grupos. E, ainda, colocar refletores na bicicleta”, indica a gerente.

Atropelamentos também foram computados entre os sinistros de 2020, sendo 63 por motos, nove por ônibus, caminhão ou lotação e 12 por outros veículos. Assim, Zuleide adverte: “O pedestre deve sempre buscar a faixa para atravessar e, antes de fazer a travessia, levantar o braço sinalizando sua intenção e certificar-se de que o condutor o visualizou”.

Consumo de álcool e drogas, excesso de velocidade, utilização do celular e tráfego de pedestres fora da faixa são outros fatores que contribuem para o alto índice de acidentes de direção. Portanto, se o valor é a vida, não se pode brincar. “O que queremos é contribuir para a conscientização dos sujeitos do trânsito e, com isso, atingir a redução da mortalidade e das comorbidades causadas por esses traumas, além de propagar uma cultura de prevenção em saúde pública e maior responsabilidade para a conservação da vida”, salienta Zuleide. 

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