O elevado
custo do projeto coordenado pelo Instituto Ciranda, responsável pela manutenção
da Orquestra Sinfônica Jovem de Rondonópolis foi o principal motivo para que a
Prefeitura revisse a aplicação de recurso para tal finalidade.
A preocupação do município também se deteve na fonte do recurso que foi assinado nos anos anteriores, mas de acordo com a Secretaria de Assistência Social, se trata de um fundo partilhado de investimentos social que é voltado para construção.
Diante de tais situações, a Prefeitura de Rondonópolis decidiu mediante estudo de vulnerabilidade, aplicar este recurso na construção de um Centro de Referência no bairro Alfredo de Castro e reduzir os custos de investimento no projeto.
De acordo com as planilhas de custo, em 2015 o projeto ficou em R$257 mil, conforme documento apresentado pelo Instituto Ciranda atendendo Rondonópolis uma vez por semana.
Conforme a
planilha, o valor gerado pelo corpo administrativo era de R$53.8 mil anual.
Sendo que a coordenação recebia R$5 mil mensais e os outros monitores 1 e 2, o
valor de R$2 mil e R$800 respectivamente. Já o custo de dez professores ficava
em R$61 mil por ano, sendo que cada um recebia o salário de R$1.130 por
mês.
As demais despesas anuais eram para transporte da equipe de Cuiabá para Rondonópolis R$30 mil, diárias R$22,5 mil, refeições R$3 mil, concerto de Natal R$60 mil e material de expediente R$26,7 mil.
No ano de 2016, o custo do projeto teve um salto significativo, e passou para R$ 403 mil. O que chamou atenção da atual administração, pois o custo da coordenação passou para R$85 mil, o transporte aumentou em R$17.8 mil, as diárias tiveram quase R$10 mil de incremento e o material de expediente subiu para R$38 mil, enquanto, o salário dos professores diminuiu em sua maioria.
Sendo tantas variações de orçamento de um ano para o seguinte, a Prefeitura decidiu solicitar apoio do controle interno para uma auditoria do projeto, que devolveu uma resposta negativa sobre suas justificativas de gastos. Já quanto à prestação de contas, também não foi apresentada.
A proposta do município para a continuação do projeto foi de uma reestruturação, contratando professores da cidade para eliminar custos com diárias, refeições, transportes e também valorizar os profissionais locais.
Já quanto a coordenação, foi sugerido um menor valor já que em 2015 custava R$5 mil e em 2016, R$ 7.5 mil. Com as reduções, seria possível pensar em ampliar o projeto para mais crianças, em mais polos deixando de funcionar apenas uma vez na semana.
Outra questão que incomodou a administração foi a não apresentação dos critérios para escolha das crianças e adolescentes da Orquestra. Conforme a Secretaria de Promoção e Assistência Social, não foi apresentado nenhum relatório com esses dados gerando dúvidas sobre os selecionados para compor o grupo de alunos, uma vez que, o projeto é destinado as crianças e jovens menos favorecidos.
A Prefeitura através de seus secretários atendeu ao representante do Instituto Ciranda colocando todas as ponderações acima. A renovação do convênio com o Instituto Ciranda foi assinada em 27 de dezembro de 2016 e chegou ao conhecimento do poder público no fim do mês de fevereiro. Quanto ao recurso, a Prefeitura não abre mão de usar o dinheiro do Fundo de Investimento para a construção do Centro de Referência já que a população do bairro Alfredo de Castro precisa de atendimentos diários para promover fortalecimento de vínculo, referência de assistência, acesso à cultura entre outros serviços.