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REFERÊNCIA EM HANSENÍASE

Alunos da rede pública são examinados por profissionais do Instituto Lauro Lima

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

11/02/14 às 17:02

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começou hoje o atendimento aos alunos que apresentaram lesões na pele que podem caracteriza hanseníase‏ | Ilustrativa

Cerca de 200 crianças que foram identificadas com lesões na pele suspeitas de ser Hanseníase em 2013, durante a visita de enfermeiros da Atenção Básica pelo Programa Saúde na Escola, do Governo Federal, começaram a novamente a serem examinados na manhã desta terça-feira (11), mas desta vez por profissionais vindos do Instituto Lauro de Souza Lima, considerado o mais importante da América Latina no combate à doença. A primeira área de abrangência definida foi a do PSF do Caic, que fica no mesmo prédio da Escola. No local, crianças de mais de 10 bairros diferentes e de outras escolas da região foram trazidas para a consulta médica.

De acordo com o enfermeiro coordenador do Programa de Hanseníase em Rondonópolis, Lourenço Ribeiro Neto, o mesmo ocorrerá no Centro de Saúde do Conjunto São José, com mais 12 bairros envolvidos até o fim da tarde desta terça, repetindo o mesmo atendimento nos ESFs Santa Clara e Dom Bosco na quarta-feira (12) e na unidade da Vila Cardoso na quinta-feira (13). Ao todo, mais de 2 mil crianças foram identificadas com algum tipo de lesão na pele no trabalho que foi feito nas escolas do ano passado. Após uma nova triagem, permaneceram 200, que agora também deverão trazer membros da família para esta fase nos ESFs escolhidos para ser uma referência de toda uma região para que o rastreamento da doença seja mais eficaz, frisou.  

Lourenço afirma que depois de detectado algum caso confirmado de Hanseníase, a criança e toda sua família entrarão automaticamente no grupo de acompanhamento da Secretaria Municipal de Saúde. O enfermeiro lembra que são preocupantes os índices relacionados à doença quando se refere a Rondonópolis. O Brasil é líder mundial em Hanseníase, tendo o Mato Grosso como primeiro colocado no número de casos. Rondonópolis é a terceira no Estado em incidência. Tudo isto são indicadores de uma realidade que  buscamos alterar, comenta.

Na visão do técnico, dois fatores foram primordiais para o crescimento dos casos de Hanseníase em Mato Grosso nos últimos anos. Duas sãos as situações: a primeira delas é, com certeza, a qualidade do serviço profissional, isto não há dúvida. A outra é a grande migração que sofremos, ou seja, é muita gente vindo de outros Estados, trazendo consigo problemas de saúde que não foram tratados lá e que agora recaem nas estatísticas daqui, explica.

O enfermeiro comenta que Rondonópolis continua na lista de prioridades do Ministério da Saúde quanto ao controle de Hanseníase e que em 2014 já está garantido mais um Saúde na Escola, semelhante ao do ano passado. Como temos novos enfermeiros na rede, assim como foi em 2013, devemos passar por uma capacitação promovida pelo Instituto Lauro de Souza Lima, para que possamos promover uma nova triagem, detectar casos suspeitos e receber os profissionais novamente em breve, informou.

O trabalho é feito em crianças de 5 à 14 anos de idade.

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