Instituída em 2007 pela Lei Federal 11.523, a Semana Nacional
de Prevenção da Violência na Primeira Infância reserva o período de 12 a 18 de
outubro para refletir sobre formas de evitar a agressão contra crianças desde
recém-nascidas até seis anos de idade.
Com o objetivo de definir ações para prevenção dessa
violência ou, quando já está ocorrendo, identificá-la, denunciá-la e
combatê-la, as Secretarias Municipais de Saúde, de Promoção e Assistência
Social e de Educação em parceria com várias igrejas católicas e evangélicas e
com o Conselho Tutelar de Rondonópolis realizaram, na manhã desta terça-feira
(17), no Horto Florestal, atividades lúdicas e de conscientização para 190
crianças de cinco e seis anos da Escola Arão Gomes Bezerra.
A primeira infância, que vai do nascimento até os seis anos,
determina a formação da personalidade da pessoa adulta. Por isso, trabalhar a
questão da não-violência em relação à criança, especialmente nessa faixa
etária, é fundamental, sublinha a gerente do Departamento de Ações
Programáticas da Secretaria de Saúde, Mariúva Valentim.
Teatro de fantoches e rodas de conversas em que as crianças
aprendiam a detectar situações de violência e verbalizar quando são agredidas
foram algumas das atividades que ocorreram no Horto Florestal.
Além da Escola Arão Gomes Bezerra, as outras escolas da Rede
Pública Municipal também vão realizar eventos voltados à prevenção da violência
na primeira infância. As atividades no Horto dão início a uma série de ações
que vão ocorrer nas escolas com o objetivo de preservar os pequenos de qualquer
tipo de agressão. Queremos que eles sejam ouvidos e consigam se expressar
quando forem vítimas de maus-tratos, assevera a gerente.
Outra ação voltada para proteger a primeira infância contra a
violência será promovida nesta quarta-feira (18), às 18 horas, no Salão
Paroquial da Igreja São José Operário. Este segundo evento contará com
palestras de profissionais da saúde e tem a intenção de preparar professores e
pais de alunos a observarem qualquer mudança de comportamento ou sinal de
agressão física nas crianças e como lidar com essa situação.
Mariúva ressalta que é importante uma atenção especial em
relação aos cuidados e à recuperação da saúde, principalmente mental, da
criança dentro da família: Na maioria das vezes o agressor encontra-se bem
próximo e, em 90 % dos casos, está dentro dos lares. São vizinhos, tios e pais,
por exemplo.
Segundo a gerente, preocupada com esta questão, a atual
gestão implantou o Programa Federal Saúde na Escola. A Prefeitura incorporou esse
programa, que é do Ministério da Saúde, e, também, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está desenvolvendo outro
programa para proteger qualquer vítima de violência, inclusive crianças, que
podem ser encaminhadas ao ambulatório ao lado do PSF do Bairro Monte Líbano, onde receberão os cuidados de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes
sociais. O ambulatório funciona das 7h às 11h e das 13h ás 17h de segunda à
sexta-feira e o telefone para mais informações é 3411-5079.