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CONJUNTO SÃO JOSÉ

Mais de oito mil pessoas são beneficiadas com liberação da rede de esgoto

Mais de duas mil famílias de seis bairros da região do Conjunto São José estão com os imóveis liberados para interligação com a rede coletora de esgoto. A liberação do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis - Sanear, que já está sendo comunicada aos moradores, coloca fim numa espera de cerca de cinco anos.

A liberação das redes se tornou possível com a conclusão das obras, no início do mês, do coletor de 300 milímetros, com aproximadamente de 1,2 quilômetro, na região do Jardim Progresso. Este coletor transportará o esgoto até a elevatória do Lajeadinho, inaugurada no ano passado; de onde, o esgoto será bombeado para chegar até a Estação de Tratamento.

O diretor de manutenção do Sanear, Alessandro Brandão, destaca que a construção do coletor na região do Jardim Progresso foi importante para o avanço da consolidação do sistema de coleta e tratamento de esgoto da cidade programado pelo Prefeito Percival Muniz; que quando assumiu a prefeitura, a cidade contava com aproximadamente 26% com cobertura de tratamento de esgoto e, hoje, alcança 75%.

“A conclusão de coletor representa um grande avanço para sistema coleta e tratamento de esgoto da cidade e à população que recebe esta melhoria, pois dará viabilidade a redes de uma grande região, que esperava por isso há cerca de cinco anos. Serão viabilizadas cerca de 4.200 ligações e mais de 16 mil pessoas beneficiadas”, assinala Alessandro.

Ele acrescenta que processo de interligação das redes será feita em duas etapas. Na primeira, com cerca 2.100 ligações, estão sendo atendidos os seguintes bairros: Conjunto São José I e II, Jardim Eldorado, Jardim Mirassol, Jardim Santa Fé, Jardim Copacabana, Vila Nova e parte alta do Jardim Tropical, que ainda estava descoberta com a coleta de esgoto.

Já na segunda etapa serão liberados bairros da região da Vila Operária ainda descobertos, como Jardim Nilmara, Vila Verde, Jardim Marajó, Jardim Reis, Vila Itamaraty e Vila Mariana. Serão mais 2.100 ligações.

“Esta segunda parte necessita ainda algumas obras complementares de interligação de redes. Assim que estiver tudo pronto vamos enviar os comunicados com a autorização. Antes disso, não devem fazer a ligação à rede, pois podem correr o risco de terem os dejetos voltando para dentro de suas residências”.

Comunicado

De acordo com Brandão, os moradores dos bairros liberados para uso da rede já estão sendo comunicados pelo Sanear sobre a autorização para fazer a interligação na rede coletora. Um dos que já receberam o comunicado é o morador do Conjunto São José II, Roberval de Souza. “Estamos contentes por finalmente poder ligar nossa casa à rede de esgoto. Vamos gastar muito menos do que com caminhão limpa fossa, já que a cada dois meses temos de esvaziar a fossa. Então, é mais melhoria para gente”, diz.

Alessandro ressalta que a partir da data do recebimento do aviso, os moradores têm 30 dias para fazer a ligação. “Se o morador não cumprir esse prazo, a cobrança será lançada automaticamente na conta de água”, adverte. Esta cobrança está amparada na Lei Federal 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento. A interligação à rede é responsabilidade do dono do imóvel.

Forma correta

A engenheira Luana Alencar ressalta a importância das interligações com a rede serem executadas de forma correta, pois evitam aborrecimentos para os proprietários dos imóveis, eliminam riscos ambientais e impedem transtornos futuros à comunidade. Ela lembra que, uma vez interligado à rede de esgoto, a fossa deve ser desativada.

Esgoto e água de chuva

A água da chuva e o esgoto doméstico nunca devem ser misturados. Cada um tem sua rede própria. Quando os moradores fazem ligações irregulares, ou seja, direcionam a água da chuva na rede esgoto, o volume aumenta e provoca extravasamentos e até mesmo refluxo do esgoto para dentro dos imóveis. “A rede coletora não foi projetada para receber carga de água de chuva”, explica Luana.

 

 

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